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Teoria da Aceitação da Autoridade (Barnard): O que é? Conceitos

A teoria da aceitação da autoridade é uma teoria comportamental desenvolvida por Chester Barnard, um importante estudioso e teórico da administração, ela aborda a diferenciação entre dar ordens e esperar obediência, como na teoria clássica. Na da aceitação, a autoridade acontece quando os trabalhadores aceitam, entendem e cumprem a ordem dada.

A teoria da aceitação da autoridade desenvolvida por Barnard baseia-se na necessária aceitação da autoridade pelo indivíduo ou grupo a quem ela se direciona. Este indivíduo ou grupo passa a ter uma posição mais ativa no processo de exercício de autoridade.

Essa teoria pressupõe que a autoridade somente será efetiva quando aceita pelo seu publico alvo, e não existirá simplesmente por uma determinação formal de posição. Esta aceitação da autoridade está sujeita aos fatores biológicos, psicológicos e sociais do indivíduo, bem como aos seus propósitos pessoais e ao que ele acredita ser o propósito da organização.

Escrito por José Sérgio Marcondes
Postado 21/09/2021

Definição da Teoria da Aceitação da Autoridade de Chester Barnard

A teoria da aceitação da autoridade é uma teoria comportamental desenvolvida por Chester Barnard, um importante estudioso e teórico da administração, ela aborda a diferenciação entre dar ordens e esperar obediência, como na teoria clássica. Na da aceitação, a autoridade acontece quando os trabalhadores aceitam, entendem e cumprem a ordem dada.

Em 1937 Chester Barnard recebeu um convite para ministrar oito sessões de aulas sobre as Funções do Executivo em um curso aberto em Harvard. A aceitação de suas ideias foi excepcional, a ponto da editora da universidade solicitar que o conteúdo fosse transformado em um livro “THE FUNCTIONS OF THE EXECUTIVE”.

Segundo a Teoria de Barnard, todas as organizações deveriam ser entendidas como sistemas em constante mudança, de caráter cooperativo, com capacidade de construir uma integração entre as contribuições individuais dos seus participantes. A cooperação e a coordenação se constituiriam na base do trabalho do gestor.

Embora a criatividade possa ser compreendida como sendo o resultado natural da cooperação, Barnard afirma que a Liderança em uma organização deve direcionar a criatividade para um propósito central. A finalidade é garantir que os objetivos pessoais dos empregados estejam alinhados com os da organização. A cooperação se inicia pela necessidade do indivíduo chegar aos seus objetivos que, isoladamente, ele não teria capacidade de alcançar.

Bases da Teoria da Aceitação da Autoridade

Em seus estudos Barnard tratou a Autoridade com uma ideia diferente dos preceitos das escolas anteriores. Contrapôs o conceito comum e natural da autoridade, emanada dos superiores hierárquicos. Ou seja, ela não é algo que vem de cima para baixo e sim um processo que será ou não validado por aqueles a recebem.

Com base em sua longa experiência, Barnard observou que, de maneira geral, as ordens são desobedecidas. Em muitas oportunidades elas não têm efetividade e a desobediência é uma condição comum, corriqueira. Para ele a ideia de autoridade envolve dois aspectos:

  • Aspecto Subjetivo: pelo qual a pessoa aceita ou não a comunicação como uma ordem.
  • Aspecto Objetivo: em que é o conteúdo que faz com que a comunicação seja aceita como uma ordem.

Definição de autoridade de Chester Barnad.

“Autoridade é o caráter de uma comunicação (ordem) em uma organização formal: em virtude disso, ela (comunicação) é aceita pelo colaborador ou membro da organização como reguladora de sua atuação como membro da organização.”

A teoria da aceitação da autoridade baseia-se na suposição de que o direito dos executivos de dar ordens e o poder de se fazerem obedecer não garante que os subordinados se comportem no padrão esperado. A decisão sobre a autoridade de uma determinada ordem é da pessoa a quem é dirigida (subordinado) e não da que a emite (superior). A desobediência a uma ordem constitui a própria negação da autoridade.

Teoria da Aceitação da Autoridade (Barnard

Quando as Ordens são Aceitas?

Barnard supõe que os funcionários é quem determinam se uma ordem é legítima, portanto aceitável ou não. De acordo com a teoria desenvolvida, os subordinados só aceitam uma ordem quando quatro circunstâncias ocorrerem ao mesmo tempo:

  1. O subordinado pode compreender e compreendem a comunicação (a ordem).
  2. O subordinado pode julgar se a ordem é compatível com os propósitos da organização. Ou seja, no momento de decidir aceitá-la o subordinado julga se ela é compatível com a organização.
  3. No momento de decidir aceitá-la, o subordinado julga se a ordem é compatível com os seus propósitos e interesses gerais.
  4. O subordinado é mental e fisicamente apto para cumprir a ordem.

Barnard enfatizou em sua obra que a legitimidade da autoridade da gestão está na sua habilidade funcional (e não na sua posição na hierarquia) e está na capacidade do executivo persuadir em vez de mandar.

Aceitação da Autoridade

A Teoria Comportamental da grande ênfase à aceitação de normas e ordens pelas pessoas, ao tratar de autoridade. Simon, Smithburg e Thompson reconhecem que há pelo menos duas formas de se encarar a autoridade, isto é, como um fenômeno legal e como um fenômeno psicológico, preferindo adotar a segunda, de acordo com a qual, sob certas circunstâncias, as pessoas aceitam as ordens e as decisões de outras.

Autoridade, portanto, é o caráter da comunicação numa organização formal em virtude do qual ela é aceita como algo que governa a ação de membros da organização. Desse novo conceito de autoridade decorre a enorme importância das comunicações, pois, se elas não forem entendidas, não gerarão autoridade.

Neste contexto, o executivo não deve emitir ordens que não serão ou não poderão ser obedecidas, pois isso destrói a autoridade, a disciplina e o moral da organização.

A coordenação de esforços em uma organização requer um sistema de comunicações. Assim, surge um novo conceito de autoridade baseado na forma de aceitação de normas e ordens de pessoas. O indivíduo obedece não pela legitimação da autoridade mas decidindo entre as alternativas de obedecer ou não: se a desobediência lhe traz desvantagens que ele quer evitar ou se a obediência lhe traz vantagens que ele quer conservar.

A decisão sobre a autoridade de uma determinada ordem é da pessoa a quem é dirigida, e não da que a emite. A “autoridade repousa na aceitação ou no consentimento dos indivíduos”, isto é, só o receptor da comunicação ao qual ela é endereçada pode decidir se vai encará-la como uma ordem ou não. A desobediência a uma ordem constitui a própria negação da autoridade.

O Executivo e a Teoria da Aceitação da Autoridade

Segundo Drucker, executivos são todos aqueles trabalhadores de conhecimento, gerentes ou profissionais que, em virtude de sua posição ou de seu conhecimento, devem tomar decisões no curso normal de seu trabalho que influam no desempenho e nos resultados da empresa como um todo .é a função de quem executa algo nas áreas administrativas e de grande responsabilidade.

A nível empresarial, executivo é o profissional que exerce cargo de liderança. Ou seja, ele dirige uma empresa, fazendo cumprir as diretrizes desta, e promovendo os desenvolvimentos sociais, financeiros e econômicos. é uma pessoa que tem cargo de chefia, e tem como objetivo o lucro, contratação de empregados, e modernização empresarial.

Além da tarefa tradicional de planejar, organizar, liderar e controlar, os executivos estão diante de um novo desafio: o de desenvolver sua eficiência como planejadores sociais. É justamente essa falta de planejamento social que se constitui na origem de grande parte da ineficiência de nossas organizações, e os descumprimento de ordens. Em lugar de dirigir, no sentido real da palavra, muitos executivos apenas forçam, toleram, criticam ou comparam os esforços de seus subordinados.

De acordo com Barnard, a administração pode ser definida como um processo pelo qual se criam oportunidades, removem-se obstáculos, liberta-se o potencial do indivíduo, motiva-se o desenvolvimento e durante o qual a organização age como um guia mentor. Trata-se mais de administração por meio de resultados do que de administração por meio de controle. Assim, a função básica do executivo é a de manter um sistema de esforços cooperativos.

Funções do Executivo

Como a cooperação é essencial para a sobrevivência da organização, administrar consiste na capacidade de tomar decisões que emprestem qualidade e moralidade à coordenação da atividade organizada. Dessa função básica do executivo, “manter um sistema de esforços cooperativos”, Barnard destaca três sub-funções muito importântes:

  1. Criar e manter sistemas de comunicações eficientes: A coordenação dos esforços individuais em um sistema cooperativo requer necessariamente um sistema de comunicação, em cujos pontos de interconexão se encontram os executivos. A função do executivo é a de promover a ação e a manutenção de sistemas de comunicação, isto é, de servir como canal de comunicação.
  2. Assegurar os serviços fundamentais à organização cumpridos pelas pessoas: Essa função do executivo consiste em garantir a prestação dos serviços essenciais para cada indivíduo na organização, trazendo-os para a relação cooperativa por meio de um bom recrutamento, supervisão e controle da manutenção do moral, da fixação de incentivos, educação, treinamento, enfim, tudo o que caracteriza a chamada gestão de pessoa.
  3. Formular objetivos, propósitos e fins da organização e do trabalho a ser feito: Da fixação dos propósitos gerais do esforço cooperativo formal é que surgirão objetivos específicos e ordenados no tempo e em sequencia lógica, os quais irão levar a ações detalhadas que, unidas, deverão levar outra vez ao propósito geral da organização.

Motivos pelos quais as pessoas aceitam ordens

Os motivos pelos quais as pessoas aceitam ordens e decisões definem as relações de autoridade, como segue:

a) Autoridade por confiança

Muitas vezes as pessoas aceitam as soletrações daqueles em quem depositam grande confiança, em função de sua atuação anterior, de sua reputação geral e de outros fatores pessoais. Assim, um gerente pode assinar uma ordem de compra de equipamento, preparada por sua secretária, sem examiná-la, por ter confiança na capacidade dela tomar decisões nesse campo.

b) Autoridade por identificação

As pessoas tendem a admitir mais prontamente a autoridade advinda de uma pessoa ou grupo de pessoas com quem se sintam identificadas profissionalmente, socialmente, ou de outra forma qualquer. Por esta razão, uma pessoa pertencente a dois grupos diferentes, converte-se frequentemente em importante meio de comunicação e de influência entre ambos.

c) Autoridade por sanções

As pessoas podem obedecer em função de recompensas ou por medo de punições. Muitas vezes, porém, certas circunstâncias da organização impedem a utilização de determinadas sanções.

Uma pessoa pode ter a seu cargo um número de tarefas para o desempenho das quais depende de empregados de outra unidade, aos quais não pode aplicar nenhuma sanção eficaz, tomando-se necessário recorrer a outras fontes de autoridade.

Vale lembrar que punições também podem partir dos subordinados, agindo como um instrumento de não-aceitação de uma ordem ou decisão. Greves, atrasos propositais, retardamento deliberado do serviço, são exemplos desse tipo de reação.

d) Autoridade por legitimação

Muitas vêzes as pessoas obedecem porque sentem que devem fazê-lo, em função de se sentirem obrigadas a seguir as regra do jôgo. Tal atitude, baseada em condicionamento social, é a mais comum entre os subordinados e seus superiores.”

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Forte abraço e sucesso!
José Sérgio Marcondes – CES
Especialista em Segurança Empresarial
Consultor em Segurança Privada
Diretor do IBRASEP

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Sugiro a leitura dos artigos a seguir como forma de complementar o aprendizado desse artigo.

Dados para Citação Artigo

MARCONDES, José Sérgio (21 de setembro de 2021). Teoria da Aceitação da Autoridade (Barnard): O que é? Conceitos. Disponível em Blog Gestão de Segurança Privada: – Acessado em (inserir data do acesso).

Referencias Bibliográficas

BARNARD, Chester. Organization and Management. Cambridge, Harvard University Press, 1956,

BARNARD, Chester I. As funções do executivo. São Paulo: Atlas, 1979.

SIMON, Herbert Alexander. Comportamento administrativo; estudo dos processos decisórios nas organizações administrativas. Tradução de Aluizio Loureiro Pinto. 2 ed. rev. RJ: FGV,

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Sobre o Autor

José Sergio Marcondes
José Sergio Marcondes

José Sergio Marcondes é formado em Gestão de Segurança Privada e possui MBA em Gestão Empresarial e Segurança Corporativa. É especialista em Segurança Privada, certificado com CES (Especialista em Segurança Empresarial) e CPSI (Certificado Profissional em Segurança Internacional). Atualmente, atua como consultor e diretor do IBRASEP, trazendo uma notável expertise em segurança, além de possuir sólidos conhecimentos nas áreas de gestão empresarial Com mais de 30 anos de experiência na área de segurança privada, acumulando resultados relevantes nas áreas operacionais, administrativas e comerciais.

2 Comentários

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  1. Olá Antônio José!
    Obrigado pelo seu comentário.
    Forte abraço e sucesso.

  2. Positivo, acredito que também dentre outras posturas, o exemplo, de quem emite a ordem é de grande relevância para quem a recebe.

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