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Risco: O que é? Definições e Conceitos. Classificação e Tipos de Riscos

Risco é qualquer situação que pode afetar a capacidade de atingir objetivos. Condição inerente a qualquer atividade, decisão e até à própria vida pessoal, profissional e de qualquer entidade viva. É o resultado da possibilidade de uma ameça explorar uma vulnerabilidade existente e causar danos ou perdas para um ativo da organização.

Os Riscos Empresariais são incertezas que podem se materializar em problemas, impactando negativamente nos interesses e objetivos das organizações empresariais.

Por José Sérgio Marcondes.
Postado 08/06/2020


Índice do Conteúdo

1. A História do Risco
2. Conceitos e Definições do Risco
3. Identificação dos Riscos
4. Classificação dos Riscos Organizacionais
5. Processo de Gestão de Riscos
6. Participação do Leitor
7. Dados para Citação em Trabalhos
8. Referencias Bibliográficas


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1. A História do Risco

Para as antigas civilizações gregas, romanas e judaicas, o privilégio de antever o futuro era um dom destinado apenas aos oráculos e adivinhos que detinham um monopólio sobre todo o conhecimento humano e possuíam a capacidade de realizar previsões sobre possíveis eventos futuros.

Porém uma ideia revolucionária que define a fronteira entre os tempos modernos e o passado é a capacidade de desenvolvimento do ser humano em pensar, analisar e tomar suas próprias decisões e responsabilidades, assumindo as conseqüências de seus atos e atitudes, fazendo com que o futuro da humanidade deixasse de ser um fruto do capricho dos deuses.

1.1 Primeiros conceitos sobre risco

Como um primeiro entendimento, “risco“, é uma derivação da antiga língua italiana denominada “risicare”, que traduz para uma percepção da evolução social, científica e tecnológica do ser humano em “ousar”, raiz esta que possibilita uma “escolha”do homem e não um destino divinamente determinado.

O processo racional de enfrentar riscos mostrou ao mundo como compreender, medir e avaliar suas conseqüências, convertendo o ato de correr riscos em dos principais catalisadores do desenvolvimento.

Surgindo essa compreensão como uma forma específica de se relacionar com o futuro, a partir da sociedade feudal, paulatinamente as sociedades modernas levaram as empresas atuais a se exporem a esses riscos e administrá-los convenientemente.

1.2 O Risco, Probabilidade e Estatística

No caso do conceito de risco, esse longo processo envolveu, de um lado, o lento desenvolvimento da teoria da probabilidade, cuja historia teve seu início no século XVII, pontuada por grandes pesquisadores científicos, muitos deles matemáticos e astrônomos.

De outro lado, o conceito de risco envolve a sofisticação do estudo da estatística e seu uso como ciência.

É obvio que a humanidade sempre enfrentou perigos diversos, sejam os riscos involuntários decorrentes de catástrofes naturais – terremotos, erupções vulcânicas, furacões – sejam aqueles associados às guerras, às vicissitudes da vida cotidiana ou ainda os voluntários, decorrentes do que chamamos hoje de “estilo de vida”.

Entretanto, esses eventos não eram denominados como riscos, mas sim referenciados como perigos, fatalidades, “hazards” ou dificuldades, mesmo porque, a palavra risco encontrava-se ausente no vocabulário das línguas antigas.

1.3 Cálculo do Risco

O cálculo dos riscos consiste na identificação dos efeitos adversos potenciais de um fenômeno a ser analisado, com a compreensão da estimativa de sua probabilidade e da magnitude de seus efeitos.

É oportuno lembrar que, em seus primórdios, o desenvolvimento da teoria da probabilidade apoiou-se duplamente no cenário dos jogos de azar e na astronomia.

Essa modalidade de enfrentamento de riscos é fortemente marcada pela aventura, definida apenas como a disposição de correr riscos.

De acordo com Peter Bernstein (1997, p. 3), o atual processo de administrar riscos tem suas raízes no sistema de numeração indo-arábico, sistema desenvolvido pela civilização árabe, à cerca de setecentos a oitocentos anos.

1.4 Estudos do risco

Entretanto o verdadeiro estudo do risco se desenvolveu entre os séculos XIV e XVI, época do Renascimento, quando o homem deu o primeiro passo em direção a modernidade e ao que somos hoje.

Nesse período histórico ocorreram grandes transformações sociais, científicas, culturais, religiosas e políticas, todas elas responsáveis pela constituição de uma nova visão do mundo e da sociedade.

Os grandes pesquisadores da época se aproveitavam de estudos realizados anteriormente por grandes filósofos, físicos, matemáticos e astrônomos, contribuindo para que as pessoas começassem a se libertar e desafiar as crenças consagradas, prevalecendo uma época de grande turbulência religiosa, de capitalismo nascente e uma abordagem vigorosa da ciência e do futuro.

1.5 Teoria das probabilidades

“Em 1654, época em que o Renascimento estava em pleno alvorecer, o cavaleiro de Méré, um nobre francês com gosto pelo jogo e pela matemática, desafiou o famoso matemático francês Blaise Pascal a decifrar um enigma.

A pergunta era como dividir as apostas de um jogo de azar entre dois jogadores, que foi interrompido quando um deles estava vencendo.

O enigma confundira os matemáticos desde sua formulação, duzentos anos antes, pelo monge Luca Paccioli.

Este foi o homem que trouxe a contabilidade das partidas dobradas à atenção dos homens de negócios da época — e ensinou as tabuadas a Leonardo da Vinci.

Pascal pediu ajuda a Pierre de Fermat, advogado que também era brilhante matemático. O resultado de sua colaboração foi pura dinamite intelectual.

O que poderia parecer uma versão do século XVII do jogo da Busca Trivial levou à descoberta da teoria das probabilidades, ou seja, o núcleo matemático do conceito de risco” (BERNSTEIN, 1997, p. 3).

A solução do enigma trouxe um grande avanço intelectual na compreensão do risco, permitindo, que pela primeira vez, as pessoas aprendessem a tomar suas próprias decisões e pudessem diagnosticar o futuro com a ajuda dos números.

No mundo antigo e mesmo nas sociedades pré-escrita e camponesa, na época, os indivíduos habitualmente já tomavam suas próprias decisões, para defender seus interesses e praticar o comércio, porém não detinham de uma compreensão real do risco ou da natureza da tomada de decisão, era um processo aleatório inerente a todas as atividades praticadas.

1.6 Técnicas quantitativas de administração do risco

Com a passagem dos anos, os matemáticos transformaram a teoria das probabilidades de um brinquedo de apostadores em um instrumento poderoso de organização, interpretação e aplicação das informações.

A medida que uma ideia inovadora se empilhava sobre a outra, surgiam novas técnicas quantitativas de administração do risco que ajudaram a desencadear o ritmo dos tempos modernos.

A teoria das probabilidades caiu como uma luva para os historiadores gregos da época, que utilizando-se de um jogo de dados, passaram a realizar estudos sobre a essência dos riscos, visto a habilidade que possuíam como matemáticos, o domínio sobre a lógica, além de uma grande obsessão com a demonstração.

No entanto com o passar dos anos, os gregos, mesmo sendo considerados um dos povos mais civilizados da época, demonstravam pouco interesse na aplicação de seus estudos, pois se denominavam contrários a qualquer tipo de tecnologia que viesse de encontro com suas visões fictícias do controle do futuro.

Isso não significava que os grego) refletissem sobre a natureza da probabilidade, mas faltava-lhes um sistema de numeração mais eficiente, que permitisse a realização de cálculos mais detalhados, em vez de apenas registrar os resultados de suas atividades.

O resultado disto foi um retardamento do desenvolvimento das civilizações, restando aos seus descendentes, a alguns milhares de anos depois, a missão de explorar as grandes descobertas e criar condições que possibilitariam ao mundo mergulhar na essência da administração do risco.

1.7 Mudanças Intelectuais e o Conceito Risco

No entanto, para que uma sociedade pudesse incorporar o conceito de risco à sua cultura, haveria necessidade de ocorrer grandes mudanças intelectuais, não nas visões do presente, mas em suas atitudes quanto ao futuro, e na época as civilizações persistiam com uma estrutura estável, sem dar a devida atenção aos acontecimentos que assolavam a humanidade.

Contudo, a ausência de noções modernas de risco não constituiu um obstáculo para o desenvolvimento, pois as civilizações, por si só, obtiveram grandes avanços no decorrer dos séculos.

A medida que o cristianismo se disseminava pelo mundo ocidental, isso provocava grandes mudanças de percepção dos povos, fazendo com que os cristãos limitassem suas profecias quanto ao seu destino, e passassem a suplicar fervorosamente a Deus para influenciar os eventos mundanos a seu favor.

Na época das Cruzadas, o choque sísmico entre os povos foi inevitável, a procura de uma vida melhor na Terra, fez com que os ocidentais colidissem com um império árabe, criado por ordem de Maomé em cerca de 700 D.C., que se estendia desde o leste até a Índia.

Naquela época os árabes já estavam familiarizados pelo sistema de numeração hindu, que permitiu incorporar grandes avanços intelectuais, transformando a matemática e a medição em astronomia, navegação e comércio.

Novos métodos de cálculos foram gradativamente substituindo o antigo ábaco, que durante séculos havia sido o único instrumento aritmético, do império maia, passando pelo hemisfério ocidental, pela Europa, vindo a desencadear na Índia e no Oriente.

1.8 Novos conceitos matemáticos

Os algarismos arábicos, desenvolvidos pelos árabes, estimularam o pensamento abstrato, abrindo caminho para um novo conceito matemático.

Agora, as viagens marítimas poderiam ser mais longas, a medição do tempo, mais exata, a arquitetura, mais ambiciosa e os métodos de produção, mais elaborados.

No entanto os algarismos arábicos não foram suficientes para estimular os europeus a explorarem mais afundo o conceito radical do risco, substituindo a aleatoriedade pela probabilidade sistemática e por uma visão implícita de que o futuro poderia ser previsível ou até mesmo controlado até certo ponto.

1.9 O risco na era do renascimento

Com o renascimento, o desenvolvimento das civilizações foi ganhando mais força, fazendo com que o misticismo cedesse espaço ao desenvolvimento científico e lógico, abrindo as portas para a Reforma Protestante.

Isso ocasionou o enfraquecimento do domínio da Igreja Católica sobre os povos, o que significou mais que uma mera mudança da relação da humanidade com Deus. Com a extinção da confissão, as pessoas dali em diante, tiveram que caminhar com os próprios pés e se responsabilizar pelas conseqüências das próprias decisões.

A partir de então os conceitos de fragilidade e abstinência foram substituídos pela importância crescente sobre o futuro em relação ao presente, abrindo uma série de opções e decisões, fazendo com que os povos reconhecessem que o futuro oferecia, além de perigos, grandes oportunidades, e que era ilimitado e cheio de promessas.

Essa nova postura trouxe por volta do século XVIII, um estímulo poderoso à mudança e à exploração, o novo senso de oportunidade levou a uma aceleração considerável do comércio.

A perspectiva de enriquecer era altamente motivadora, e poucas eram as pessoas, que finavam ricas sem correr riscos.

O comércio era visto como um negócio promissor, porém arriscado, transformando o princípio do jogo em geração de bens e riquezas.

O resultado de tudo isso, não poderia ser diferente, trouxe a era do capitalismo, a necessidade de correr riscos.

Mas, de acordo com Peter Bemstein (1997, p. 25), este não poderia ter florescido sem o desenvolvimento de duas novas atividades.

A primeira foi à contabilidade que inovou as técnicas de numeração e contagem, e a outra foi a previsão, considerada uma atividade bem mais humilde, mas bem mais desafiadora que associava a vontade de assumir riscos com as compensações diretas.


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2. Conceitos e Definições do Risco

De acordo com Cocurullo (2003, p. 45), risco é qualquer situação que pode afetar a capacidade de atingir objetivos.

Assim torna-se inerente a qualquer atividade, decisão e até à própria vida pessoal, profissional e de qualquer entidade viva.

Os riscos podem ser divididos entre aqueles que têm origem interna e que, em geral, a empresa pode adotar medidas para geri-los, e aqueles de origem externa na qual a empresa, geralmente, não tem controle.

No entanto, muitos riscos dentro das organizações, decorrem de processos inadequados ou da ineficiência dos controles internos. Em geral ele se materializa através de fraudes e erros praticados por empregados, de desenho organizacional inadequado, falta de planejamento, monitoração na delegação de competências e na utilização de procedimentos sem padronização, promovendo o insucesso de uma área estratégica e, repercutindo em toda a organização.

“Quando investidores compram ações, cirurgiões realizam operações, engenheiros projetam pontes, empresários abrem seus negócios e políticos concorrem a cargos eletivos, o risco é um parceiro inevitável. Contudo, suas ações revelam que o risco não precisa ser hoje tão temido: administra-lo tornou-se sinônimo de desafio e oportunidade” (BERNSTEIN, 1997, p. 7).


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3. Identificação dos Riscos

A base de qualquer gerenciamento de riscos está subordinada a correta identificação dos riscos inerentes à organização, visando à detecção, correção ou prevenção de situações irregulares que possam comprometer as metas e objetivos da empresa, bem como das incertezas empresariais, com a implantação de medidas essenciais de combate e controle aos riscos e ameaças existentes.

Em todo esse processo, o objetivo é estabelecer o menor grau de risco para a empresa. No entanto para atingi-lo, há a necessidade de mensurar os investimentos atribuídos na prevenção ou eliminação dos riscos detectados, com aqueles que eventualmente seriam dispensados para assumir os riscos.

A finalidade principal desse estudo é minimizar as perdas e diagnosticar o fator surpresa, bem como os impactos causados pela eventualidade da ocorrência, e dessa forma oferecer o melhor custo benefício na implantação de um sistema e nas medidas de controle dos efeitos.

Riscos estão sempre presentes nas organizações, principalmente quando se trata de sustentação do negócio.

Os riscos podem ser identificados por séries históricas baseadas na tabulação de eventos ocorridos, pela análise de experimentos efetuados em cenários simulados, ou pela aplicação de métodos variados para identificação de zonas de convergência.

3.1. Identificação do risco no ambiente empresarial

No ambiente empresarial há riscos relacionados com os negócios atuais e com as novas oportunidades de negócios, como o lançamento de um produto, com geração de custos sem certeza de retorno adequado, ou a entrada em novos mercados sem familiaridade com as estruturas políticas, econômicas e até mesmo empresariais.

Porém quando identificados e classificados adequadamente, mediante pesquisas e suporte especializado, os riscos de o empreendimento não ser bem sucedido podem ser, não extintos, mas sim significativamente reduzidos, e o sucesso poderá não somente ocorrer, mas ainda, gerar uma substancial vantagem competitiva.

Da mesma forma, é importante considerar que existem riscos que simplesmente não devem ser assumidos quando não totalmente gerenciáveis, ou se não houver recursos suficientes para tanto.

De acordo com De Cicco e Fantazzini (2003, p. 11) para efetuarmos uma classificação eficaz dos riscos identificados e tomar decisões corretas em termos de priorização e alocação de recursos para o seu monitoramento, é necessária uma categorização de acordo com sua natureza e relevância, pois todo risco envolve uma possibilidade de ganho ou uma chance de perda.

Há também a necessidade de mensurar a sua ocorrência potencial e os possíveis impactos estratégicos, operacionais, de conformidade e, obviamente, econômico-financeiro, pois todo ato ou fato relacionado com a companhia tem algum efeito imediato ou futuro na posição econômica-financeira, e consequentemente nos resultados.


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4. Classificação dos Riscos Organizacionais

De acordo com suas características especificas os riscos organizacionais podem ser classificados em:

  • Riscos Intencionais;
  • Risco de Incêndio e Explosão;
  • Riscos Operacionais;
  • Riscos Sociais;
  • Riscos Naturais;
  • Riscos Ambientais;
  • Riscos de Espionagem;
  • Riscos de Conformidade;
  • Riscos Financeiros;
  • Riscos Estratégicos.

4.1 Riscos Intencionais

Este tipo de risco equivale ás ameaças que estejam direcionadas tanto para os ativos quanto para os componentes pessoais da empresa, e que exista a intenção premeditada. Nesse tipo de risco podemos incluir os seguintes eventos:

  • Fraude;
  • Furto;
  • Vandalismo;
  • Sabotagem;
  • Explosão ou Incêndio premeditado;
  • Agressão;
  • Estrupo;
  • Roubo;
  • Extorsão;
  • Sequestro;
  • Latrocínio;
  • Homicídio.

O impacto destes eventos pode ser relacionado tanto com os empregados, como os visitantes da empresa, podendo ocorrer dentro de suas instalações.

Os criminosos podem ser empregados, visitantes ou terceirizados. Também estão incluídos nesse tipo de risco os casos que podem ocorrer à alta direção dentro de sua própria residência.

A ocorrência destes eventos pode causar os seguintes impactos:

  • Perda total ou parcial dos bens devido ao prejuízo ou necessidade de remoção;
  • Interrupção dos negócios da empresa;
  • Revelação de informações confidenciais da empresa e dos clientes identificados em arquivos físicos, magnéticos ou digitais;
  • Prejuízos à reputação da empresa e no relacionamento com clientes, fornecedores e sociedade.

4.2 Risco de Incêndio e Explosão

O incêndio pode ser definido como uma oxidação rápida de substância, produzindo luz e calor. Dependendo da intensidade do evento e a área da empresa afetada, esse pode gerar uma explosão e acarretar grandes perdas pessoais e materiais.

Para que possa existir uma combustão, deve existir a união de três elementos essenciais: comburente (oxigênio), calor e combustível. No entanto, devem-se manter esses três elementos segregados para a prevenção de incêndio.

No caso da ocorrência do incêndio, a remoção de um desses elementos será o fator chave para a extinção da probabilidade do evento.

4.3 Riscos Operacionais

São aqueles associados aos recursos da organização (mão-de-obra; tecnologia; materiais e equipamentos), ocasionados de situações oriundas durante o desenvolvimento das atividades da organização.

Neste tipo de risco podemos incluir:

  • Acidentes de transporte
  • Acidentes Industriais
  • Abastecimento de Energia
  • Falha na Comunicação
  • Parada/Falha em equipamentos
  • Acidente Ocupacional (Acidente do Trabalho ou Doença Ocupacional)
  • Carga Horária Excessiva (Stress / Stafa)
  • Acidente de Trajeto
  • Erro Acidental

4.4 Riscos Sociais

São as ameaças expostas constantemente às variações interna e externa da organização, que podem provocar a interdição das atividades e resultar em prejuízos financeiros. Neste tipo de riscos podemos incluir:

  • Greve Interna
  • Greve de Clientes e Fornecedores
  • Tumultos

4.5 Riscos Naturais

A ameaça natural é aquela que resulta de desastres e que não podem ser controladas pelo ser humano. No elenco de ameaças naturais podem ser relacionados os seguintes elementos:

  • Terremoto
  • Tempestade
  • Vendaval Furacão

O impacto desse tipo de ameaça pode ocasionar a interrupção da atividade da organização e na perda de vidas e bens.

4.6 Riscos Ambientais

A ameaça ambiental é aquela relacionada à gestão inadequada dos processos internos, que direta ou indiretamente acarretam ações que agridem o meio ambiente, ocasionando danos à sociedade, a interrupção da atividade da organização, na perda de vidas e bens e prejuízos financeiros.

Como ameaças ambientais podem-se destacar:

  • Poluição do ar;
  • Contaminação de Água Potável;
  • Lixo e Resíduos;
  • Ruído;
  • Iluminação;
  • Insuflamento e Parada de ar-condicionado (temperatura);
  • Destruição;
  • Inundação por vazamento.

4.7 Riscos de Espionagem

A espionagem na atualidade pode ser definida como a coleta de informações essenciais da organização ou de seus clientes e fornecedores, através de métodos criminosos e/ou com intenção criminosa, utilizando meios humanos e tecnológicos. A espionagem manipula vários tipos de informações, entre elas:

  • Pesquisa e Desenvolvimento;
  • Marketing e Vendas;
  • Financeira ✓ Estratégica.

As evidências de que a organização está sendo alvo de espionagem podem advir dos seguintes aspectos:

  • Queda inexplicável do volume de vendas;
  • “rasteira” do concorrente;
  • Lançamento de produto comparável ou idêntico
  • Pedido de demissão de empregado de alto nível, ou detentor de informações técnicas ou sigilosas.

4.8 Riscos de Conformidade

São aqueles derivados de leis, normas, decretos, portarias, resoluções, etc, emanados do Governo Federal, Estadual e Municipal, associados com a habilidade da organização em cumprir as regulamentações.

Caso haja alguma discordância por parte da organização, estes podem ameaçar os interesse e objetivos da empresa.

4.9 Riscos Financeiros

São aqueles intimamente relacionados com a habilidade da organização em gerenciar e controlar as informações econômico-financeiro de forma eficiente, disponibilizando informações confiáveis, de forma com que os gestores possam tomar decisões com maior segurança.

4.10 Riscos Estratégicos

São aqueles intimamente relacionados ao processo de tomada de decisões gerenciais, focados em questões corporativas amplas, pois, caso ocorra uma decisão correta, esta pode gerar lucros para a empresa, caso contrário, poderá levar a empresa ao fracasso.


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5. Processo de Gestão de Riscos

O processo de gestão de riscos envolve as ações coordenadas para dirigir e controlar as ações em relação aos riscos potenciais existentes.

O processo de gestão de riscos deve conter, no mínimo, os subprocesso a seguir:

5.1 Identificação do Risco

Este é um processo de busca, reconhecimento, e descrição de riscos. É nesta fase que será gerada uma lista abrangente de riscos relacionados a possíveis eventos que possam criar, aumentar, reduzir, acelerar ou atrasar a realização dos objetivos organizacionais.

5.2 Análise do Risco

Envolve a apreciação das causas e as fontes de risco, suas consequências positivas e negativas, e a probabilidade de que essas consequências possam ocorrer, ou seja, a análise visa entender a probabilidade daquilo acontecer e o impacto que isso trará, se acontecer.

5.3 Avaliação de Riscos

A avaliação é para auxiliar na tomada de decisão com base nos resultados da análise.

Se a análise do risco trouxe como resultado que o risco tem probabilidade de 90% de acontecer em um impacto muito alto, a criticidade dele é alta, requer ações imediatas.

Nesta fase é onde se busca responder:

  • Quais riscos precisam de tratamento?
  • Qual a prioridade?
  • Quais são as possíveis ações que posso tomar?

5.4 Tratamento do Risco

Refere-se a faze de agir, de implementar medidas visando modificar o estado do risco.

O que você decidiu na avaliação de riscos, aqui é o momento de agir, definitivamente. É o processo que você usará para modificar o risco.

Envolve estratégias como por exemplo: mitigar, prevenir, eliminar ou transferir o risco.

5.5 Monitoramento do risco

Monitoramento é um processo contínuo de verificação, supervisão e observação das medidas de tratamento implementadas e de seus resultados.

O monitoramento deve ser contínuo, assim como, a adoção de medidas de correções e adequações quando necessárias


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7. Dados para Citação em Trabalhos

MARCONDES, José Sérgio (08 de junho de 2020). Risco: O que é? Definições e Conceitos. Classificação e Tipos de Riscos. Disponível em Blog Gestão de Segurança Privada: https://gestaodesegurancaprivada.com.br/risco-o-que-e-definicoes-e-conceitos – Acessado em (inserir data do acesso).


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8. Referencias Bibliográficas

BERNSTEIN, Peter L.; “Desafio aos Deuses: A Fascinante História dos Riscos”; 6ª edição; São Paulo; Campus; 1997.

COCURULLO, Antonio; “Gestão de Riscos Corporativos: Riscos Alinhados com Algumas Ferramentas de Gestão”; 29 Edição; São Paulo; Tecci; 2003.

De CICCO, Francesco e FANTAZZINI, Mario Luiz; “Tecnologias Consagradas de Gestão de Riscos”; Série Risk Management; São Paulo; 2003.

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Sobre o Autor

José Sergio Marcondes
José Sergio Marcondes

José Sergio Marcondes é formado em Gestão de Segurança Privada e possui MBA em Gestão Empresarial e Segurança Corporativa. É especialista em Segurança Privada, certificado com CES (Especialista em Segurança Empresarial) e CPSI (Certificado Profissional em Segurança Internacional). Atualmente, atua como consultor e diretor do IBRASEP, trazendo uma notável expertise em segurança, além de possuir sólidos conhecimentos nas áreas de gestão empresarial Com mais de 30 anos de experiência na área de segurança privada, acumulando resultados relevantes nas áreas operacionais, administrativas e comerciais.

6 Comentários

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  1. Olá Jacinto!
    Obrigado pelo seu comentário.
    Forte abraço e sucesso.

  2. Saudações.
    Eu gostei bastante dos conteudos que pesquisei sobre Riscos nas organizações. parambes.

  3. Olá Glauce Faria!
    Obrigado pelo seu comentário.
    Forte abraço e sucesso.

  4. Olá Aparecido!
    Obrigado pelo comentário. Ficamos felizes em saber que você esta gostando dos artigos e que eles estão sendo úteis pra você.
    Forte abraço e sucesso.

  5. Parabéns, estou cursando técnico em saúde e segurança do trabalho e estar, acompanhando o material dos Senhores, têm acrescentado um bom conhecimento desta área.
    Att.
    Aparecida Faria.

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