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Uso dos Drones na Segurança Privada para Vigilância Patrimonial

Uso dos Drones na Segurança Privada

As possiblidades de uso dos Drones na segurança privada, está relacionada a capacidade dessa plataforma voadora de fornecer imagens, em tempo real, de áreas e cenários de atuação da vigilância patrimonial, que possibilitam orientações de suas ações no momento de sua execução, tornando-as mais precisas, efetivas e seguras.

A introdução dos Drones na segurança privada pode ser vista como um avanço positivo para que a mesma possa realizar seus serviços de forma mais eficiente.

Os métodos tradicionais de videomonitoramento empregados na segurança privada, apresentam algumas limitações pela natureza estacionária das câmaras de segurança, que podem ser resolvidos com imagens aéreas precisas e de qualidade fornecidas pelos Drones.

Os Drones podem captar imagens aéreas, e envia-las, em tempo real, para uma Central de Monitoramento, para tratamento e armazenamento, permitindo a tomada de decisões mais precisas, confiáveis em situações de emergência ou durante as operações de rotina.

Postado 25/05/2021
Escrito por José Sérgio Marcondes – CES
Especialista em Segurança Empresarial
Consultor em Segurança Privada
CEO/Diretor do IBRASEP

O que é um Drone?

O termo “Drone”, é originado do Estados Unidos, cuja tradução literal significa “zangão, zumbido”. É um termo genérico que foi mundialmente difundido por caracterizar todo e qualquer objeto voador não tripulado, seja ele de qualquer propósito (profissional, recreativo, militar, comercial, etc.), origem ou característica. Trata se de um termo genérico, sem amparo técnico ou definição na legislação.

No Brasil, esse termo é mais associado as plataformas menores usadas para fins de lazer. Logo, esse termo não é o mais adequado para se referir se as aeronaves utilizadas para atividades profissionais.

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), usa o termo “Aeronaves não Tripuladas” para determinar de forma genérica as aeronaves de uso civil, tendo como aplicabilidade circular no espaço aéreo mediante ações aerodinâmicas e que não possuem piloto a bordo. Neste contexto, ANAC subdivide o gênero (aeronaves não tripuladas) em três categorias, quais sejam:

  • Aeromodelos – Aeronave não tripulada, pilotada remotamente, e usada com o propósito de recreação e lazer;
  • Aeronaves Autônomas – Aeronave uma vez programada, não permite a intervenção do piloto remoto no voo ou em parte dele, sendo o uso desse tipo de aeronave vedado no território nacional;
  • Aeronaves Remotamente Pilotadas – RPA (Remotely-Piloted Aircraft) – aeronave não tripulada pilotada a partir de uma estação de pilotagem remota com finalidade diversa de recreação.

Segundo o entendimento das normas da ANAC, a correta terminologia no Brasil para as aeronaves não tripuladas e usadas para fins diversos da recreação é Aeronave Remotamente Pilotada, sigla RPA do inglês Remotely-Piloted Aircraft, cuja finalidade, como dito, é diversa da recreação, e, ainda que, o piloto não esteja a bordo, controlam remotamente a aeronave através de um dispositivo de troca de informações.

Tipos de drones usados na vigilância patrimonial

Aeronave Remotamente Pilotada – RPA

As aeronaves remotamente pilotadas, RPA, podem ter suas asas fixas ou rotativas, e até mesmo serem mais leves do que qualquer outra aeronave e são capazes de voar sem tripulação. Dentro destas aeronaves estão os sistemas de propulsão, aviônica (sistema eletrônico, equipamento e outros dispositivos), combustível, navegação e data links (equipamento para a transmissão e recepção automática de informação).

Segundo o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, RPA é “veículo aéreo motorizado que não transporta um operador humano, usa forças aerodinâmicas para a sustentação aérea, pode voar de maneira autônoma ou ser pilotado por controle remoto, pode ser descartável ou recuperável, e pode transportar uma carga útil letal ou não letal.”.

Além das descrições acima destacadas, é comumente encontrar a expressão Veículos Aéreos Não Tripulados (Unmanned Aerial Vehicle- VANT), porém essa nomenclatura ocasionou alguns questionamentos acerca da autonomia do dispositivo, principalmente, por não deixar clara a intervenção humana ou não, em função disso, o termo VANT é considerado obsoleto na comunidade internacional de aviação.

Os Tipos de Câmeras dos Drones

Atualmente os drones disponíveis no mercado apresentam uma variedade de câmeras, neste sentido, existem dois modeles de câmeras que são bem interessantes para as atvidades da segurança privada, a câmera térmica e a camera com zoom

  • Câmeras com Zoom – alguns drones possuem câmeras com zoom óptico, aumentando a área de alcance no monitoramento aéreo, sendo capazes de aplicar um zoom de 30x ótico e mais 6x digital, oferecendo uma ampliação total de até 180x. Dessa forma o drone pode monitorar a uma distância de cerca de 2km de distância, permitindo obter uma visão detalhada de estruturas, pessoas, carros, limites de áreas, entre outros.
  • Câmera Térmica – elas possibilitam realizar as operações da segurança a noite e identificar possíveis invasões ou ocorrências que possam estar acontecendo no momento. As câmeras térmicas revelam detalhes que seriam invisíveis a olho nu, mostrando diferenças sutis de temperatura, ela pode revelar a localização de pessoas, possíveis invasões de perímetros, entre outros eventos.

Regulamentação sobre Uso dos Drones

O uso de ARP (Drone) no território brasileiro é regulamentdo pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), por meio da um regulamento especial com regras gerais para o uso civil* de aeronaves não tripuladas no Brasil, mais conhecidas como drones.

As regras da ANAC são complementares às de outros órgãos, que também devem ser observadas antes de qualquer operação. Dentre eles, destacam-se as normas do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Ministério da Defesae da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).

O objetivo da ANAC com a regulamentação é que as operações com Drones passem a ocorrer a partir de regras mínimas, preservando-se um nível de segurança das pessoas e de bens de terceiros. Ao mesmo tempo, o normativo pretende contribuir para o desenvolvimento sustentável e seguro para esse segmento da aviação. Por se tratar de um regulamento especial, está sujeito a alterações que vierem a ser necessárias.

A distância da aeronave não tripulada em voo NÃO poderá ser inferior a 30 metros horizontais de pessoas não envolvidas e não anuentes com a operação. O limite de 30 metros não precisa ser observado caso haja uma barreira mecânica suficientemente forte para isolar e proteger as pessoas não envolvidas e não anuentes.

O Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial – RBAC-E nº 94 visa estabelecer requisitos mínimos para operações com esse tipo de aeronave, que crescem a cada dia no país e, também, no mundo. Dentre suas regras estão:

  • Definições relacionadas a RPA;
  • Classificação da RPA e Estação de Pilotagem Remota;
  • Responsabilidade e autoridade do piloto remoto;
  • Requisitos para piloto remoto e observador;
  • Documentos necessários para operação; e
  • Regras de Voo.

Autorização para Uso do Drone na Segurança Privada

De acordo com a Portaria Nº 3.233/2012-DG/DPF, de 10 de Dezembro de 2012 da Policia Federal, artigo 17, inciso 1º, e o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial – RBAC-E nº 94, a Segurança Privada pode fazer uso do Drone para prestação de seus serviços, respeitando as regras legais estabelecidas.

Neste contexto, o drone, o piloto e as operações realizadas nas atividades da segurança privada devem atender os requisitos legais estabelecidos pela ANAC.

Possibilidades de Uso dos Drones (Aeronaves Remotamente Pilotadas – RPA) na Segurança Privada

No âmbito da segurança privada os drones tem potencial para serem utilizados de diversas formas, principalmente nas atividades relacionadas a segurança patrimonial, mais precisamente na vigilância patrimonial.

Eles podem ser utilizados em atvidades de rotina, ou em operações especificas, para cobertura de eventos, fiscalizações e inspeções, para atendimentos de emergências, e em ocasiões especiais, possibilitando a observação e acompanhamento dos fatos de forma ampla, precisa e em tempo real.

Dentre as possibilidades de uso dos Drones na Segurança Privada podemos destacar:

  • Videomonitoramento de pessoas e/ou veículos em atitudes suspeitas;
  • Acompanhamento e apoio em abordagens ou operações de risco;
  • Acompanhamento e apoio em atividades segurança de grandes eventos;
  • Videomonitoramento e apoio em operações de pronta resposta ou averiguação;
  • Acompanhamento e apoio em operações de rotina;
  • Apoio em ações de busca em locais de difícil acesso;
  • Apoio ao comitê de gestão de crises;
  • Apoio na intervenção de ocorrências complexas (invasão, assaltos, incêndios, etc.);
  • Fotografia e filmagem de eventos de interesse;
  • Identificação e analise de vulnerabilidades e ameaças para o planejamento de operações;
  • Levantamento de informações para fins de planejamento;
  • Levantamento e acompanhamento de atividades ilícitas ou irregulares;
  • Monitoramento de trânsito;
  • Monitoramento e registro de operações;
  • Reconhecimento e vigilância para produção de inteligência;
  • Videomonitoramento de áreas, perímetros, instalações, edificações, pessoas, bens e valores;
  • Etc.

Benefícios Uso dos Drones para Vigilância Patrimonial

Drones são ferramentas muito eficientes para o arsenal da segurança privada. Sua capacidade de deslocamento e captura de imagens, o tornam uma ferramenta muito interessante.

Dentre os benefícios do uso do drones na vigilância podemos destacar:

  • Custo x benéfico: O custo de operação dos drones é substancialmente menor do que outros métodos tradicionais obtenção de imagens aéreas;
  • Monitoramento remoto: Os drones em aplicações de segurança podem ser operados remotamente, e acessar locais distantes e de difícil acesso rapidamente, podem captar e enviar imagens, em tempo real, do cenário da operação;
  • Eficiência operacional: os drones sãos discretos e permitem a visualização a longa distância. Permitem o monitoramento em áreas maiores, e terrenos acidentados, e em regiões de difícil acesso, evitando acidentes e falhas humanas;
  • Operações de baixa luminosidade: alguns drones possuem câmeras de imagem de visão noturna, permitindo que a segurança da instalação monitore áreas escuras de um local fixo e seguro;
  • Resposta rápida: a operação do drone oferece outro benefício substancial que é a velocidade no atendimento, e evita o envio de recursos humanos para o local em casos de alarmes falsos;
  • Pronta resposta: o drone pode auxiliar a vigilância no cenário da operação de alto risco, orientando deslocamentos, identificado ameaças, e protegendo o vigilante de riscos potenciais e eminentes;
  • Possibilidade de adaptação do drone: o drone pode ser equipado de acordo com a necessidade da segurança, permitem a instalação de equipamentos como: câmera térmicas, câmeras infra-red, holofote, alto falante, etc..

Integração dos Drones a Segurança Eletrônica

Devido a sua característica tecnológica, os drones podem ser integrados as centrais de monitoramento de segurança, o que possibilita seu uso em conjunto com outros sistemas eletrônicos de segurança.

O videomonitoramento realizado pelo drone se inicia com a definição da missão e programação do trajeto, que pode ser feito por um software, criando assim uma cerca virtual para ser monitorada. Dessa forma, o próprio drone cobre todo o perímetro definindo, enviados imagens para a Central de Monitoramento.

Alguns softwares de tratamento de imagens possuem inteligência artificial que permitem a analise de cenários, que os permitem detectar e alertar o operador sobre invasões de perímetro ou qualquer outra alteração previamente programada.

Possibilidades das centrais de monitoramento em relação dos drones:

  • Gerenciamento remoto dos drones- capacidade de gerenciar e automatizar as missões dos drones a partir de um local remoto;
  • Agendar operações – capacidade de planejar e programar missões de patrulhamento aéreo, onde drone executa ações de ronda perimetral;
  • Transmissão de Imagem – capacidade de receber em tempo real as imagens transmitidas pelo drone e notificações instantâneas da operação;
  • Inteligência artificial – capacidade de detectar anomalias e ameaças indesejáveis (programas) nas imagens enviadas pelo drone de forma automatizada e gerar alerta para o operador.

Planejamento do Uso do Drone na Segurança Privada

O emprego dos drones na segurança privada deve ser objetivo de planejamento adequado e profissional, não deve ser fruto do modismo ou da vontade do gestor da segurança de operar com drones. Neste contexto, a introdução do drone na segurança deve seguir alguns critérios de planejamento, dentre os quais destaco:

  • Identificação e análise de riscos do local;
  • Definição das estratégias de tratamento e controle dos riscos identificados;
  • Avaliação da viabilidade de emprego do drone (possibilidades, riscos e benefícios);
  • Avaliação de requisitos legais e contratuais;
  • Avaliação de custo x benéfico;
  • Estabelecimento de procedimentos formais para uso do drone;
  • Treinamento da equipe envolvida;
  • Entre outros.

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Forte abraço e sucesso!
José Sérgio Marcondes – CES
Especialista em Segurança Empresarial
Consultor em Segurança Privada
CEO/Diretor do IBRASEP

Indicação de Artigos Complementares

Sugiro a leitura dos artigos a seguir como forma de complementar o aprendizado desse artigo.

Sistemas Eletrônicos de Segurança: O que é? Quais são os Tipos.

Monitoramento de Sistemas Eletrônicos de Segurança: O que é

Videomonitoramento: O que é? Como Funciona e Aplicações.

Segurança Eletrônica: O que é? Objetivos, Conceitos e Tecnologias

Vigilância Patrimonial Armada ou Desarmada, Conceito, lei.

Segurança Privada: O que é? Conceitos, Atribuições, Tipos.

Dados para Citação Artigo

MARCONDES, José Sérgio (25 de maio de 2021). Uso dos Drones na Segurança Privada para Vigilância Patrimonial. Disponível em Blog Gestão de Segurança Privada: – Acessado em (inserir data do acesso).

Referências Bibliográficas

Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial – RBAC-E nº 94

Portaria Nº 3.233/2012-DG/DPF, de 10 de Dezembro de 2012

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Sobre o Autor

José Sergio Marcondes
José Sergio Marcondes

Graduado em Gestão de Segurança Privada, MBA em Gestão Empresarial e Segurança Corporativa. Detentor das Certificações CES (Certificado de Especialista em Segurança Empresarial), CPSI (Certificado Profesional en Seguridad Internacional), CISI (Certificado de Consultor Internacional en Seguridad Integral, Gestión de Riesgos y Prevención de Pérdidas). Mais de 30 anos de experiência na área de segurança privada. Consultor e diretor do IBRASEP, trazendo uma notável expertise em segurança, além de possuir sólidos conhecimentos nas áreas de gestão empresarial.

2 Comentários

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  1. Olá cristiano francisco!
    Fico muito feliz em saber que o artigo fou útil pra você.
    Forte abraço e sucesso.

  2. olá. gostaria de obter mais informações sobre drone com segurança privada. estamos querendo implementar

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