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Perigo e Risco: Diferença, Definição e Exemplos

Perigo e risco são dois termos aparentemente semelhantes, muitas das vezes usados, de forma errônea, como sinônimo, mas que possuem significados diferentes. Para fazer uma boa Gestão de Segurança, é imprescindível saber o significado real de perigo e risco, para que se possa conseguir identificar os “perigos” e avaliar os “riscos” aos quais a organização e seus colaboradores podem estar expostos.

A diferença entre perigo e risco está na existência de uma condição com potencial de causar danos, e na probabilidade dessa condição ocorrer e no potencial dos danos que poderá causar. Leia a artigo até fim e esclareça suas dúvidas sobre a diferença de perigo e risco.

Escrito por José Sérgio Marcondes
Postado 15/12/2022

Compreendendo os Conceitos de Perigo e Risco

Perigo e Risco são dois conceitos importantes e básicos no âmbito da segurança empresarial. É comum perceber certa confusão na interpretação e comparação destes conceitos por parte de quem os usa. Sendo assim, é importante compreendê-los para fazer uso correto de cada termo.

De um modo geral, pode-se afirmar que enquanto perigo é um atributo de um objeto ou atividade que tem o potencial para causar danos ou perdas, o termo risco, está relacionado à probabilidade ou chance de um dano ou uma perda ocorrer.

Definição de Perigo e Risco

Segundo Jones (1992) apud CAMERON E RAMAN (2005), perigo pode ser definido como a fonte de um potencial dano, ou uma situação com potencial para causar uma perda. Jones afirma ainda que é preciso enfatizar que perigo é um potencial para danos ou perdas e não uma perda ou dano já concretizados.

A definição de Neves (1996) reforça ainda mais a apresentada por Jones, e diz que perigo pode ser entendido como fonte ou situação com potencial para provocar danos em termos de lesão, doença, dano à propriedade, dano ao meio ambiente ou uma combinação desses.

Segundo Neves (1996) definição de “risco é a combinação da probabilidade de ocorrência e da consequência de um determinado evento perigoso, ou seja, tudo o que pode causar acidente ou com potencialidade/probabilidade de causar acidente”.

Neves ainda afirma que o risco pode ser entendido de algumas formas: risco pessoal (humano) que pode causar os mais variados acidentes a qualquer instante; risco material (condição insegura) que é o risco no ambiente, máquinas, equipamentos, ferramentas etc. E o risco administrativo (a administração, a gerência, a supervisão ou quem os representar diretamente).

CAMERON e RAMAN (2005) expressam que o risco pode ser definido como a “probabilidade da ocorrência de um evento que poderia causar certo nível de danos para pessoas, propriedades e meio ambiente ou perda financeira por certo período de tempo”. O mesmo ainda, define que risco tem duas dimensões diferentes: A severidade/magnitude de perda do evento, e a probabilidade de ocorrência.

Qual a Diferença entre Perigo e Risco

Perigo e risco são dois termos aparentemente semelhantes, muitas das vezes usados, de forma errônea, como sinônimo, mas que possuem significados diferentes. Para fazer uma boa Gestão de Segurança, é imprescindível saber o significado real de perigo e risco, para que se possa conseguir identificar os “perigos” e avaliar os “riscos” aos quais a organização e seus colaboradores podem estar expostos.

A diferença entre perigo e risco está na existência de uma condição com potencial de causar danos, e na probabilidade dessa condição ocorrer e no potencial dos danos que poderá causar.

Risco é a probabilidade de um evento acontecer, seja ele uma ameaça ou perigo, quando negativo, ou oportunidade, quando positivo. É o resultado obtido pela efetividade do perigo ou ação da ameaça. Por sua vez, o perigo é uma ou mais condições com potencial de causar ou contribuir para que o Risco aconteça.

De forma geral, o risco é um evento, ele está lá e pode acontecer a qualquer momento, portanto, deve ser gerenciado o tempo todo.

O perigo caracteriza-se por ser uma fonte causadora de lesões ou danos à saúde do trabalhador e prejuízos a organização. Por toda parte há materiais, aspectos, condições ou situações potencialmente prejudiciais que podemos conceituar como perigos.

O perigo, por si só, não representa um risco. No entanto, se o trabalhador ficar exposto a ele, podemos dizer que aí sim haverá risco.

Podemos dizer que risco é a chance de uma situação ou evento perigoso efetivamente provocar danos ou prejuízos. Quanto maior a frequência de exposição ao fator de risco, maior a probabilidade de haver consequências negativas.

Os riscos são avaliados em termos de consequências e de probabilidade dessas consequências ocorrerem. Trata-se de uma medida de incerteza. Eles podem ter efeitos positivos ou negativos. No entanto, a Gestão de Segurança se ocupa dos riscos potencialmente negativos a organização.

Perigo e Risco

Exemplo prático para entendermos a diferença entre Perigos e Riscos:

  • Ação: Dirigir um veículo num trajeto, visando chegar a um determinado local.
  • Resultado esperado da ação: Chegar ao destino desejado com segurança e no tempo adequado.
  • Risco: Acidente de trânsito.
  • Perigos: pista molhada, velocidade acima do recomendado para pista e ocasião, desrespeito as leis de trânsito, condições de funcionamento do veículo, pneu careca e etc.
  • Ações preventivas e/ou corretivas para minimizar os perigos: realizar revisões e manutenções preventivas no veículo, usar pneus em bom estado de conservação e uso, respeitar a velocidade indicado para via e para circunstancias do momento, manter distancia segura do veículo da frente, respeitar as leis de trânsito, etc.

Exemplos de Perigo e Risco

No contexto de operações industriais, Cameron e Raman (2005) exemplificam alguns perigos, como:

  • A presença de líquidos inflamáveis, e substancias em altas temperaturas ou pressões elevadas;
  • O ato de fumar cigarros em determinadas áreas;
  • Propriedades explosivas de certos materiais/substância;
  • Comportamento inapropriado de empregados;
  • Armazenamento de grandes quantidades de substâncias toxicas.

Como exemplo de risco podemos citar:

  • Fumar em locais que contenham combustíveis inflamáveis;
  • Efetuar serviços de soldas sem máscara adequada;
  • Conduzir veículo em alta velocidade em pista molhada;
  • Transitar em locais com pouca iluminação e movimentação de pessoas;
  • Entre outros.

Ações preventivas e corretivas em relação a perigo e riscos

Ações preventivas são aquelas ações implementadas para tratar os perigos existentes que ofereçam riscos a organização e seus colaboradores, Ação corretiva é uma ação para eliminar a causa de uma não conformidade e prevenir recorrência, considerando ainda que pode existir mais de uma causa para uma não conformidade.

Quando não são adotadas medidas preventivas, a organização pode ser surpreendida por um evento indesejado, onde ela precisa reagir para minimizar os efeitos negativos de tal evento, é quando ocorrem as ações corretivas. Nesses casos, também serão necessárias ações para reverter a causa da ocorrência indesejada, buscando evitar sua repetição.

Uma boa gestão de segurança, baseada em avaliação de riscos e planejamento permite prever cenários e, com base neles, desenvolver processos, determinar práticas e organizar treinamentos para a execução de ações preventivas que evitem a ocorrência de eventos indesejados, desvios de foco, erros operacionais , de gestão e estratégicos.

O caminho implementação de ações preventivas está na análise de informações tais como dados históricos passados sobre o tipo de atividades realizadas, avaliações de riscos, equipamentos, condições ambientais, qualificação dos profissionais, entre diversas outras.

Gerenciamento de Perigo e Risco

O gerenciamento de risco envolve a aplicação de políticas administrativas, procedimentos e práticas que visam identificar, analisar, avaliar, tratar e monitorar os perigos identificados.

Um modelo de gerenciamento de riscos envolve, ao menos, as seguintes etapas:

  1. Identificação dos perigos – esta etapa consiste em verificar as fontes capazes de gerar riscos e causar danos;
  2. Identificação dos riscos – nesta etapa devem ser identificada a probabilidade dos perigos virem a se concretizar, ou seja.
  3. Avaliação dos riscos – os riscos identificados devem ser avaliados qualitativa e quantitativamente, afim de estimar, classificar e dimensionar a probabilidade de ocorrência e seus danos potenciais
  4. Controle – após avaliados os riscos, devem ser aplicadas medidas de controle e prevenção aos riscos considerados. Os riscos que estejam sob controle, devem ser monitorados frequentemente para garantir o nível de segurança adequado.
  5. Avaliação – todos as medidas de controle e prevenção aplicadas devem ser monitoradas, auditadas e avaliadas quanto à sua eficácia. Este é o processo cíclico que devem ser realizado periodicamente.

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Forte abraço e sucesso!


José Sérgio Marcondes – CES
Especialista em Segurança Empresarial
Consultor em Segurança Privada
Diretor do IBRASEP

Leia também…

Sugiro a leitura dos artigos a seguir como forma de complementar o aprendizado desse artigo.

Risco de Segurança: O que é: Tipos e Exemplos de Riscos de Segurança

Gerenciamento de Riscos de Segurança: O que é, seus Processos

Dados para Citação Artigo

MARCONDES, José Sérgio (15 de dezembro 2022). Perigo e Risco: Diferença, Definição e Exemplos Disponível em Blog Gestão de Segurança Privada: https://gestaodesegurancaprivada.com.br/perigo-e-risco-diferenca-definicao-e-exemplos//– Acessado em (inserir data do acesso).

Referencias Bibliográficas

CAMERON, Ian; RAMAN, Raghu. Process Systems Risk Management . 6. ed. [S.l.]: Elsevier, 2005.

CHINAQUI, Emerson. Análise e Gerenciamento de Riscos de Processo na Indústria Química. 2012.

NEVES, Flávio César; ARAÚJO, José Antônio M. de; GÁRIOS, Marcelo. Material didático da disciplina gerência de riscos. Belo Horizonte, 1996.

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Sobre o Autor

José Sergio Marcondes
José Sergio Marcondes

Graduado em Gestão de Segurança Privada, MBA em Gestão Empresarial e Segurança Corporativa. Detentor das Certificações CES (Certificado de Especialista em Segurança Empresarial), CPSI (Certificado Profesional en Seguridad Internacional), CISI (Certificado de Consultor Internacional en Seguridad Integral, Gestión de Riesgos y Prevención de Pérdidas). Mais de 30 anos de experiência na área de segurança privada. Consultor e diretor do IBRASEP, trazendo uma notável expertise em segurança, além de possuir sólidos conhecimentos nas áreas de gestão empresarial.

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