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Risco Operacional: O que é, Quais são, Classificação, Tipos

O Risco operacional pode representar uma ameaça significativa para a saúde financeira e a reputação de uma organização. Afinal, qualquer problema que afete as operações ou capacidade de uma empresa de realizar suas atividades com eficiência pode ter efeitos negativos na qualidade do produto ou serviço oferecido, além de impactar a confiança dos clientes e investidores.

Ignorar o risco operacional pode ter consequências significativas para as operações de uma empresa, sua reputação e seus resultados financeiros. Por isso, é fundamental que as empresas estejam cientes dos riscos operacionais que enfrentam e tomem medidas proativas para gerenciá-los adequadamente.

Neste artigo, você encontrará a definição e os conceito relacionados ao risco operacional, incluindo o que é, quais são os diferentes tipos de riscos operacionais. Além disso, abordarei as melhores práticas de gerenciamento de riscos operacionais e as estratégias que você pode adotar para mitigá-los. Espero que este artigo forneça insights valiosos para você melhorar sua capacidade de avaliar e gerenciar adequadamente os riscos operacionais.

Por José Sérgio Marcondes.
Postado 14/03/2023

O que é Risco Operacional?

O risco operacional é um tipo de risco associado às falhas nos processos, sistemas, pessoas ou eventos externos que podem afetar negativamente uma organização. Em outras palavras, é o risco de perda decorrente de falhas em processos internos, pessoas ou sistemas, ou de eventos externos que fogem ao controle da organização.

Essas falhas operacionais podem ser causadas por diversos fatores, como erros humanos, problemas de tecnologia, eventos naturais, mudanças regulatórias, entre outros. As perdas decorrentes do risco operacional podem ser financeiras ou não financeiras, incluindo, por exemplo, multas regulatórias, danos à reputação, interrupções nos negócios, entre outros.

O risco operacional é aquele que afeta as operações de uma organização. Ele se refere ao risco de perda resultante de falhas ou inadequações em processos internos, pessoas, sistemas ou eventos externos, incluindo riscos legais e de conformidade.

Os riscos operacionais podem impactar negativamente as operações de uma organização, bem como sua reputação, levando a perdas financeiras, litígios, multas regulatórias e outros danos. Portanto, é essencial que as organizações identifiquem e gerenciem adequadamente o risco operacional para garantir a continuidade dos negócios e a proteção dos interesses dos stakeholders.

Definições e conceitos relacionados ao Risco Operacional

O risco operacional é inerente à execução dos processos e negócios de qualquer empresa. Segundo Jorion (2003), o risco operacional é talvez a forma mais nociva de risco, pois ele é indiretamente responsável por numerosas falhas nas instituições.

Jorion (1997) considera que os riscos operacionais “referem-se às perdas potenciais resultantes de sistemas inadequados, má administração, controles defeituosos ou falha humana […] também inclui fraude […] e risco tecnológico.”

O Comitê da Basiléia (The new Basel capital accord, 2001), similarmente ao conceito de Jorion, definiu risco operacional como “o risco de perda direta ou indireta, resultante de inadequações ou falhas de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos.”

Segundo Deloach (2001), o risco operacional é “o risco de que as operações sejam ineficientes e ineficazes para executar o modelo de negócios da empresa, satisfazer seus clientes e atender os objetivos da empresa em termos de qualidade, custo e desempenho temporal.”

A Resolução 4.557 do Banco Central conceitua risco operacional como sendo a possibilidade de perdas resultantes de eventos externos ou de falha, deficiência ou inadequação de Processos Internos, Pessoas ou Sistemas. Esta definição inclui a possibilidade de perdas decorrentes do risco legal.

Quais são os riscos operacionais?

Os riscos operacionais são aqueles que podem surgir de falhas ou inadequações nos processos, sistemas internos, pessoas ou eventos externos, que podem levar a perdas financeiras, danos à reputação da empresa, ou impactos na continuidade das operações. Exemplos: erros de processos, falhas em controles internos, problemas com tecnologia, danos ao meio ambiente, à saúde e à segurança.

Risco Operacional: O que é, Quais são, Classificação, Tipos

Como o Risco Operacional pode ser classificado?

Os riscos operacionais podem ser classificados /categorizados em várias subcategorias, incluindo riscos de processos, riscos de pessoas, riscos de sistemas e riscos externos.

  1. Riscos de processos: referem-se a riscos relacionados a processos de negócios da empresa. Eles podem incluir falhas em processos de fabricação, erros em sistemas de gerenciamento de inventário, erros de produção, problemas de qualidade do produto e problemas de gerenciamento de projetos.
  2. Riscos de pessoas: referem-se a riscos relacionados a funcionários, clientes ou terceiros envolvidos nas atividades da empresa. Eles podem incluir comportamento inadequado de funcionários, falta de treinamento, negligência ou erro humano.
  3. Riscos de sistemas: referem-se a riscos relacionados a sistemas de informação e tecnologia da empresa. Eles podem incluir falhas de segurança cibernética, falhas de sistemas de pagamento, problemas de rede e problemas de software.
  4. Riscos externos: referem-se a riscos relacionados a fatores externos à empresa, incluindo condições macroeconômicas, mudanças regulatórias e riscos de mercado. Eles podem incluir mudanças nas taxas de juros, flutuações cambiais, desastres naturais e crises políticas.

O que são Eventos de Risco Operacional?

Eventos de risco operacional são acontecimentos decorrentes de falhas ou inadequações de pessoas, processos, sistemas e eventos externos e podem provocar impactos indesejáveis no resultado da organização, seja por meio de despesas incorridas ou pela diminuição de receita. Entre os eventos de risco operacional, incluem-se

  • Fraudes internas;
  • Fraudes externas;
  • Demandas trabalhistas e segurança deficiente do local de trabalho;
  • Práticas inadequadas relativas a clientes, produtos e serviços;
  • Danos a ativos físicos próprios ou em uso pela instituição;
  • Eventos que acarretem na interrupção das atividades da instituição;
  • Falhas em sistemas de tecnologia da informação;
  • Falhas na execução, cumprimento de prazos e gerenciamento das atividades da instituição.

O que são Fatores de Risco Operacional?

Os Fatores de Risco Operacional são características, condições ou eventos que aumentam a probabilidade de ocorrência de um determinado risco operacional. Eles podem ser agrupados em quatro grandes grupos de fatores causadores do risco operacional: pessoas, sistemas, processos e eventos externos.

  1. Fator de risco pessoas está ligado às falhas nas decisões, nos projetos, nos processos e nos controles causadas por competência, informação e habilitação física ou emocional insuficientes no trabalhador. São componentes desse fator de risco: habilidade específica (conhecimento adquirido, experiência, competência); desempenho (honestidade, comportamento ético); ambiente de trabalho (cultura organizacional, motivação).
  2. Fator de risco sistemas está ligado à tecnologia existente na instituição. Como componentes desse fator de risco, destacam-se a estrutura tecnológica e a falha tecnológica. A estrutura tecnológica refere-se à capacidade de desempenho dos sistemas, inclusive a estrutura da rede de comunicação entre os sistemas utilizados pela instituição.
  3. Fator de risco processos considera a ocorrência de perdas por problemas ligados aos processos internos que constituem as atividades das instituições. Os principais componentes desse fator de risco são modelagem (processos internos modelados incorretamente) e conformação com a legislação (processos internos não-conformes com a legislação atual do sistema financeiro).
  4. Fator de risco eventos externos pode ser subdividido em três componentes principais: força maior, quando as perdas sofridas pela instituição são decorrentes, por exemplo, de enchentes, terremotos ou outros desastres naturais; ambiente externo, quando as perdas são ocasionadas por degradação no meio-ambiente, alterações no ambiente econômico, político e social; e agente externo, quando as perdas são frutos de atos praticados por agentes externos à organização, como clientes, fornecedores e concorrentes.

Qual a importante de avaliar e gerenciar adequadamente os riscos operacionais?

É importante para as empresas avaliar e gerenciar adequadamente os riscos operacionais por várias razões. Em primeiro lugar, o risco operacional pode levar a perdas financeiras significativas para a empresa, afetando sua rentabilidade e reputação. Em segundo lugar, o risco operacional pode prejudicar a eficiência e eficácia das operações de uma empresa, resultando em atrasos, erros e retrabalho desnecessário. Além disso, o risco operacional pode ter um impacto negativo nas relações com clientes e stakeholders, pois a falta de conformidade com leis e regulamentos pode resultar em multas, sanções e litígios.

Ao identificar e gerenciar adequadamente os riscos operacionais, as empresas podem tomar medidas proativas para mitigar esses riscos, melhorar a eficiência operacional e garantir a conformidade com leis e regulamentos.

Quais são as melhores práticas de gerenciamento de riscos operacionais?

Existem várias melhores práticas que as empresas podem adotar para gerenciar eficazmente os riscos operacionais. Aqui estão algumas delas:

  1. Identificar, analisar e avaliar os riscos: é importante que as empresas realizem uma avaliação sistemática de seus processos, sistemas e pessoas para identificar os possíveis riscos operacionais.
  2. Implementar controles internos: os controles internos são medidas preventivas ou corretivas que ajudam a evitar ou minimizar os riscos operacionais. As empresas devem implementar controles internos adequados, como políticas e procedimentos, para gerenciar e mitigar esses riscos.
  3. Monitorar e revisar regularmente: as empresas devem monitorar regularmente seus processos e controles internos para garantir que eles estejam funcionando efetivamente e atualizados com as mudanças na organização e no ambiente externo. As empresas também devem revisar periodicamente seus planos de gerenciamento de riscos operacionais para garantir que eles estejam alinhados com as mudanças na estratégia e nos objetivos da empresa.
  4. Estabelecer uma cultura de gerenciamento de riscos: é importante que as empresas estabeleçam uma cultura de gerenciamento de riscos em toda a organização. Isso pode incluir treinamento para os funcionários em todos os níveis sobre a importância do gerenciamento de riscos e a responsabilidade de todos em contribuir para a gestão de riscos operacionais.
  5. Manter comunicação clara e transparente: as empresas devem manter uma comunicação clara e transparente com os stakeholders sobre seus riscos operacionais e como eles estão sendo gerenciados. Isso pode incluir relatórios regulares sobre o status dos riscos operacionais, bem como discussões sobre medidas para mitigar esses riscos.

Ao adotar essas melhores práticas de gerenciamento de riscos operacionais, as empresas podem minimizar o impacto de possíveis perdas financeiras, melhorar a eficiência operacional e garantir a conformidade com leis e regulamentos, aumentando a resiliência da organização a longo prazo.

O que é gestão de Risco Operacional?

A gestão de risco operacional é o processo pelo qual uma organização identifica, avalia, monitora e gerencia os riscos associados às suas atividades operacionais. Esses riscos podem incluir falhas em processos, sistemas, pessoas ou cultura organizacional, eventos imprevistos, mudanças regulatórias, desastres naturais e outros fatores que possam afetar adversamente as atividades da organização.

A gestão de risco operacional tem como objetivo garantir que a organização tenha processos adequados para identificar e avaliar os riscos, bem como implementar medidas para mitigá-los ou transferi-los. Isso ajuda a organização a proteger sua reputação, sua estabilidade financeira e a manter a continuidade das operações.

A gestão de risco operacional geralmente envolve a implementação de políticas e procedimentos para gerenciar os riscos, o estabelecimento de controles internos, a análise de dados para identificar padrões e tendências de risco e a realização de auditorias e testes de estresse para avaliar a eficácia das medidas de gestão de risco. Além disso, é importante que haja uma cultura de gestão de risco dentro da organização, com uma conscientização geral sobre a importância da identificação e gestão dos riscos operacionais.

Quais são as estratégias que podem ser usadas para mitigar os riscos operacionais?

Existem várias estratégias que as empresas podem adotar para mitigar os riscos operacionais, incluindo:

  • Diversificação: As empresas podem diversificar suas operações em diferentes áreas geográficas, setores ou linhas de produtos para reduzir a exposição a um único risco operacional.
  • Automação: A automação de processos pode reduzir a chance de erros humanos e aumentar a eficiência operacional.
  • Terceirização: A terceirização de processos para empresas especializadas pode transferir parte do risco operacional para essas empresas. No entanto, a empresa deve garantir que a terceirização seja realizada com empresas confiáveis e que haja uma estratégia de monitoramento adequada.
  • Treinamento: O treinamento adequado dos funcionários em relação aos processos e controles internos pode reduzir a chance de erros e aumentar a efetividade dos controles internos.
  • Monitoramento contínuo: As empresas devem monitorar continuamente seus processos e controles internos para garantir que estejam funcionando efetivamente e identificar possíveis problemas antes que se tornem grandes riscos operacionais.
  • Políticas e procedimentos claros: As empresas devem estabelecer políticas e procedimentos claros para guiar as operações e minimizar a possibilidade de erros e falhas.
  • Análise de causa raiz: As empresas devem conduzir análises de causa raiz sempre que ocorrer um incidente operacional para entender as causas principais e implementar medidas preventivas para evitar incidentes semelhantes no futuro.

Ao adotar essas estratégias, as empresas podem mitigar os riscos operacionais e reduzir a probabilidade de perdas financeiras e reputacionais.

Exemplos de Riscos Operacionais

  1. Falhas no processamento de transações financeiras, como erros de entrada de dados, que podem resultar em perdas financeiras para a empresa e seus clientes.
  2. Interrupções na infraestrutura de tecnologia, como falhas no servidor ou na rede, que podem resultar em tempo de inatividade do sistema, perda de dados e impactar negativamente as operações comerciais.
  3. Roubo interno, como fraude de funcionários, que pode levar á perda financeira, danos à reputação e perda de confiança dos clientes.
  4. Incapacidade de cumprir regulamentações governamentais ou padrões de segurança, que podem resultar em multas e penalidades, bem como danos à reputação da empresa.
  5. Desastres naturais, como terremotos ou inundações, que podem danificar as instalações físicas da empresa, interromper as operações comerciais e levar a perda financeira.

Conclusão

O gerenciamento eficaz de riscos operacionais é crucial para a saúde financeira e a reputação de uma empresa. As empresas que implementam práticas sólidas de gerenciamento de riscos operacionais são mais capazes de identificar e mitigar os riscos potenciais que enfrentam, minimizando a probabilidade de perdas financeiras e de reputação.

Neste artigo, abordei o conceito de risco operacional, os diferentes tipos de riscos operacionais e as melhores práticas de gerenciamento de riscos operacionais. Assim como, estratégias eficazes para mitigar esses riscos e insights valiosos para ajudá-lo a gerenciar melhor os riscos operacionais.

Espero que este artigo tenha sido informativo e útil para você. Se você deseja saber mais sobre gestão de riscos, recomendo a leitura do artigo “Avaliação de Riscos: O que é, Para que serve, Tipos e Métodos“, que aborda definições, conceitos e práticas eficazes para avaliação de riscos.

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José Sérgio Marcondes – CES
Especialista em Segurança Empresarial
Consultor em Segurança Privada
Diretor do IBRASEP

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Risco: O que é? Definições e Conceitos. Classificação e Tipos de Riscos

Perigo e Risco: Diferença, Definição e Exemplos

Avaliação de Riscos: O que é, Para que serve, Tipos e Métodos

Gerenciamento de Riscos: O que é? Conceitos, Objetivos e Processos.

Dados para Citação Artigo

MARCONDES, José Sérgio (14 de março de 2023). Risco Operacional: O que é, Quais são, Classificação, Tipos: https://gestaodesegurancaprivada.com.br/risco-operacional-o-que-e-quais-sao-classificacao-tipos/– Acessado em (inserir data do acesso).

Referências Bibliográficas

JORION, P. Value at risk: a nova fonte de referência para a gestão do risco financeiro. 2. ed. São Paulo: Bolsa de Mercadorias & Futuros, 2003.

DELOACH, Jame W. Administração corporativa de risco:estratégias para relacionar risco e oportunidade. New York:Pearson Education, 2001.

RISK MANAGEMENT ASSOCIATION – RMA. Operational risk:the next frontier. The Journal of Lending & Credit Risk Management, mar. 2000.

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Sobre o Autor

José Sergio Marcondes
José Sergio Marcondes

José Sergio Marcondes é formado em Gestão de Segurança Privada e possui MBA em Gestão Empresarial e Segurança Corporativa. É especialista em Segurança Privada, certificado com CES (Especialista em Segurança Empresarial) e CPSI (Certificado Profissional em Segurança Internacional). Atualmente, atua como consultor e diretor do IBRASEP, trazendo uma notável expertise em segurança, além de possuir sólidos conhecimentos nas áreas de gestão empresarial Com mais de 30 anos de experiência na área de segurança privada, acumulando resultados relevantes nas áreas operacionais, administrativas e comerciais.

2 Comentários

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  1. Olá AFONSO LAGE !
    Fico muito feliz em saber que gostou do artigo.
    Obrigado pelo seu comentário.
    Forte abraço e sucesso!

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