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Prevenção e Combate a Incêndio: O que é, principais medidas preventivas

Prevenção e Combate a Incêndio é o termo utilizado para se referir as medidas de segurança preventiva, utilizadas para evitar atos e condições inseguras, com potencial de gerar incêndio. Assim como, as medidas de enfrentamento e contenção do incêndio a serem adotadas, caso as medidas preventivas não tenham sido suficientes para evitar o inicio do sinistro.

A implantação da prevenção de incêndio se faz por meio das atividades que visam a evitar o surgimento do sinistro, possibilitar sua extinção e reduzir seus efeitos antes da chegada do Corpo de Bombeiros Militar.

Saber prevenir incêndios é tão importante quanto saber apagá-los ou mesmo saber como agir corretamente no momento em que eles se iniciam. A prevenção além de ser mais barata é os meios mais eficiente de se evitar danos ou perdas.

Por José Sérgio Marcondes.
Postado 22/09/2020

1. O que é Prevenção e Combate a Incêndio?

Prevenção e Combate a Incêndio é o termo utilizado para se referir as medidas de segurança preventiva, utilizadas para evitar atos e condições inseguras, com potencial de gerar incêndio. Assim como, as medidas de enfrentamento e contenção do incêndio a serem adotadas, caso as medidas preventivas não tenham sido suficientes para evitar o inicio do sinistro.

A implantação Prevenção e Combate a Incêndio se faz por meio das atividades que visam a evitar o surgimento do sinistro, possibilitar sua extinção e reduzir seus efeitos antes da chegada do Corpo de Bombeiros Militar.

O termo “prevenção de incêndio” expressa tanto a educação da população como a correta instalação de medidas de proteção contra incêndio em uma edificação, seguindo os princípios da segurança contra incêndio.

O “combate a Incêndio” expressas as ações empregadas para enfrentar, conter e extinguir um incêndio, preferencialmente no seu inicio.

Prevenção e Combate a Incêndio: O que é

2. Objetivos da Prevenção e Combate a Incêndio

A prevenção e combate a incêndio tem como objetivos principais:

  • Desenvolver e implementar um Plano de Emergência Contra Incêndio;
  • Proteger a vida contra os riscos oriundo de um incêndio;
  • Dificultar/restringir a propagação do incêndio, reduzindo danos ao meio ambiente e ao patrimônio;
  • Proporcionar meios de controle e extinção do incêndio;
  • Dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros Militar;
  • Proporcionar a continuidade dos serviços nas edificações e áreas de risco.

3. Qual a Importância da Prevenção e Combate a Incêndio?

Saber prevenir incêndios é tão importante quanto saber apagá-los ou mesmo saber como agir corretamente no momento em que eles se iniciam.

A prevenção além de ser mais barata é os meios mais eficiente de se evitar danos ou perdas.

A importância da prevenção e proteção contra incêndio está diretamente ligado a preservação da vida e do patrimônio contra os danos que um incêndio pode causar.

Segundo A Instrução Técnica Nº do Corpo de Bombeiros de São Paulo, a prevenção contra incêndio é um dos tópicos abordados mais importantes na avaliação e planejamento da proteção de uma coletividade.

4. Prevenção de Incêndios

Prevenção de incêndio é o conjunto de medidas, ações ou preparações realizadas de forma antecipadas com objetivo de eliminar ou reduzir o risco de incêndio a um nível aceitável e controlável.

A prevenção de incêndio envolve tanto a educação da população como a correta instalação de medidas de proteção contra incêndio.

As atividades relacionadas com a educação consistem no preparo da população por meio da difusão de ideias que divulguem as medidas de segurança para evitar o surgimento de incêndios nas ocupações.

Muitas vezes, em função da necessidade de execução de uma atividade e por causa dela, o risco de incêndio não pode ser eliminado, porém, ele pode ser reduzido a um nível aceitável, pela adoção de medidas proteção e de contenção, na sua fase inicial, caso o risco se concretize.

4.1 Exemplo Prevenção e Combate a Incêndio:

Imagine uma usina produtora de Açúcar e Etanol, o risco de incêndio é bem elevado nesse ambiente, devido a inflamabilidade do Etanol.

“Inflamabilidade facilidade com que algo queima ou entra em ignição, causando fogo ou combustão”.

Mesmo diante do risco oferecido pelo Etanol, ele não pode ser removido do ambinte por fazer parte da produção da Usina.

Diante desse cenário, a organização busca então criar uma condição segura para manipulação desse produto e reduzir o risco de incêndio, ela passa a adotar medidas preventivas de segurança e monitoramento na produção, manipulação e estocagem do produto. Dessa forma reduz as chances de incêndio.

Uma vez que o risco foi aceito e passou a ser gerenciado, a Usina, também, de forma preventiva, adota outras medidas de segurança, desta vez, imaginando que o risco possa vir a se concretizar.

Para conter o incêndio, caso ele venha a ocorrer, preferencialmente na sua fase inicial, a Usina adota outras medidas de segurança como: extintores de incêndio, hidrantes, brigada de incêndio, equipe bombeiro civil e etc.

4.2 Proteção Contra Incêndio

A proteção contra incêndio deve ser entendida como o conjunto de medidas para a detecção e controle do crescimento e sua consequente contenção ou extinção.

As medidas ativas de proteção abrangem a detecção, alarme e extinção do fogo (automática e/ou manual); já as medidas passivas de proteção abrangem o controle dos materiais, meios de escape, compartimentação e proteção da estrutura do edifício.

4.3 NR 23 – Proteção Contra Incêndios

A Norma Regulamentadora Nº 23 – Proteção Contra Incêndios da Portaria MTb n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78, traz várias orientações relacionadas a Prevenção e Combate a Incêndio.

23.1 Todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis.

23.1.1 O empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre:

a) utilização dos equipamentos de combate ao incêndio;

b) procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança;

c) dispositivos de alarme existentes.

23.2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência.

23.3 As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída.

23.4 Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho.

23.5 As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento.

Recomendo que você acesse o Site do Copo de Bombeiros do seu Estado para se informar sobre a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis a Prevenção e Combate a Incêndio de acordo com o seu estado.

5. Principais medidas preventivas de Prevenção e Combate a Incêndio

  • Adoção das orientações e medidas previstas nas Legislações e Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros Militar;
  • Planejamento e implementação das medidas adequadas de prevenção e combate a incêndio;
  • Possuir sistemas de detecção e extinção do fogo;
  • Instale os extintores de incêndio, sempre em locais de fácil acesso;
  • Programas de treinamento e conscientização sobre prevenção e combate a incêndio;
  • Possuir saídas de emergência dimensionadas e sinalizadas corretamente;
  • Inspeções regulares para verificação dos sistemas de combate a incêndio;
  • Manutenções periódicas nas instalações elétricas;
  • Evite sobrecarregar as tomadas para que não haja curto-circuito;
  • Manter ambiente sempre limpo e organizado;
  • Deixar produtos inflamáveis apropriados.

6. Combate a Incêndio

Combate a Incêndio é o termo utilizado para se referir as ações utilizadas enfrentar, conter e extinguir um incêndio, preferencialmente na sua fase inicial, com intuito de reduzir e conter os danos causados pelas sua chamas, calor ou gases.

Teoricamente, qualquer pessoa, com um mínimo de conhecimento sobre Prevenção e Combate a Incêndio é capaz de apagar um princípio de incêndio, já um incêndio, muitas vezes, o próprio Corpo de Bombeiro Militar, com todo a sua estrutura e conhecimento, tem dificuldades para conter e extinguir.

Princípio de Incêndio é o momento em que o fogo, gerado de forma voluntária ou involuntária, começa a fugir do controle, caminhando para se tornar um incêndio.

Um princípio de incêndio pode ser iniciado por um curto circuito ou uma vela acesa, e vir a se tornar um grande incêndio se não for combatido e extinguido no momento oportuno.

A maioria dos grandes incêndios tem seu inicio num pequeno princípio de incêndio, muitas vezes causado por uma condição ou ato inseguro, que podem ser: uma sobrecarga na tomada, uma simples vela acesa deixado próxima a madeira, papel ou pano, situações que poderiam ter sido evitadas, mas que por descuido ou desconhecimento do risco não o foram.

7. O que é Incêndio?

Incêndio é uma ocorrência de fogo descontrolado, com potencial de causar danos indesejáveis as pessoas, animais, edificações, equipamentos, materiais e etc.

Incêndio é o fogo sem controle, intenso, o qual causa danos e prejuízos à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio.

O incêndio pode causar danos graves não só pelas queimaduras das suas chamas, como também pelo calor e gases (fumaça).

Fogo é o nome que se dá a uma reação de combustão que libera luz e calor. Ela ocorre quando as partículas do “material combustível” são aquecidas, tornam-se incandescentes.

Incêndio, por sua vez, é o nome que se dá a um fogo de grandes proporções que está fora de controle. Trata-se de um tipo de ocorrência extremamente danosa e impactante.

O fogo em si é benéfico para sociedade e traz diversas vantagens, porém fora de controle, ele se torna uma arma mortal capas de causar grandes estragos.

8. Causas de Incêndio?

A causa do incêndio é o que faz com que o incêndio exista ou aconteça, está relacionado a origem, motivo ou razão de um incêndio.

Os incêndios podem ser causados por inúmeros motivos, os quais podemos agrupar em:

a. Causas Naturais – Refere-se aos incêndios originados por meio dos fenômenos da natureza, os quais agem por si só, totalmente independentes da vontade humana. Exemplos: Radiação do sol, erupções vulcânicas, raios entre outros.

b. Condições Inseguras – São aquelas situações presentes no ambiente que colaboram para o aumento do risco de incêndio. Exemplo: Instalações elétrica mal dimensionadas ou em más condições, armazenamento, inadequado de inflamáveis – (tintas, solventes, gasolina, álcool etc.);

c. Ato Inseguro – refere-se as ações indevidas ou inadequadas cometidas pelas pessoas com potencial de gerar risco de incêndio: exemplo: não cumprimento de normas de segurança, ausentar-se do ambiente deixando vela ou fogão aceso, uso de adaptadores nas tomadas, sobrecarregando-as, fumar ou fazer uso de equipamento eletrônicos em locais que armazenam inflamáveis.

O Ato Inseguro acontece quando o funcionário contraria um preceito de segurança. Pode ser por Ação ou até mesmo por Omissão.

Ato Inseguro por Ação: acontece quando a pessoa faz algo, quando não deveria fazer, ou faz de maneira diferente do que deveria fazer.

Ato Inseguro por Omissão: acontece quando a pessoa deixa de fazer o que deveria ter feito.

Tanto a desobediência às normas e procedimentos de segurança, quanto a, não observância de práticas de segurança, quando formalmente divulgados, caracterizam ato inseguro.

9. Principais Causas de Incêndio

No tocante a Prevenção e Combate a Incêndio, são várias as causas de incêndio, porém, algumas se destacam entre as demais pela sua grande reincidência. Dentre elas podemos citar:

9.1 Uso inadequado da eletricidade

O uso inadequado da eletricidade está entre as principais causas de incêndios.

Os curtos-circuitos são grandes causadores de incêndios. Instalações elétricas malfeitas, fiação antiga, exposta e a sobrecarga na rede estão entre os principais problemas.

9.2 Manuseio inadequado de chamas

Isqueiros, fósforos, velas e afins podem causar grandes incêndios, assim como a chama do fogão, quando deixado sozinhos no ambiente sem uma supervisão.

É preciso tomar cuidado com as crianças, já que qualquer manuseio descuidado desses itens pode gerar um incêndio

9.3 Armazenagem inadequada de inflamáveis

Inflamáveis são fontes geradores de gazes altamente inflamáveis, que quando armazenados em vasilhames mal vedados, podem vazar e se espalhar pelo ambiente, até atingirem uma fonte de combustão.

A má utilização dos líquidos inflamáveis e o acondicionamento inadequado podem gerar faíscas ao entrarem em contato um com outro, se forem incompatíveis. Isso é o que ocasiona um incêndio acidental, representando uma ameaça aos ocupantes da casa.

9.4 Vazamento de gás

O botijão de gás é uma vasilhame seguro para o armazenamento do gás, o risco está no vazamento do gás no ambiente, que pode ocorrer pelo encaixe do registro no botijão, pela mangueira ou sistema de liga e desliga do fogão.

Quando o gás de cozinha vasa, ele ocupa todo o espaço, no caso de não ser um ambiente ventilado, pois o ar fica retido. Quando encontra uma fonte de ignição (fagulha, chama e outras coisas), o gás queima e se expande, provocando a explosão rapidamente, em milésimos de segundos.

Esta ignição pode ocorrer ao acionar um interruptor elétrico para acender a lâmpada, por exemplo.

Situações que causam incêndios: manter o botijão perto de correntes elétricas, em compartimentos fechados ou ainda permitir o vazamento dele, mesmo que seja pela boca do fogão ou apenas pela mangueira.

9.5 Panelas esquecidas no fogo

Colocar a panela para preparar a comida no fogão e sair para fazer outras atividades domésticas também é uma das principais causas de incêndio.

Em especial, as panelas de frituras esquecidas são as que mais provocam esse tipo de acidente. O óleo quente se queima rapidamente e logo provoca a formação de chamas.

Outra campeã no que diz respeito a incêndios é a panela de pressão. Uma vez esquecida no fogão, ela pode provocar intensa explosão.

10. Teoria do Fogo na Prevenção e Combate a Incêndio

Para que se possa adotar as medidas corretas de Prevenção e Combate a Incêndio é muito importante conhecer a química do fogo, assim como os métodos de prevenção e extinção do fogo

O fogo é uma mistura de gases a altas temperaturas, formada em reação exotérmica de oxidação, que emite radiação eletromagnética nas faixas do infravermelho e visível.

Dependendo das substâncias presentes e de quaisquer impurezas, a cor da chama e a intensidade do fogo podem variar.

Podemos dizer que o fogo é uma energia térmica (calor) liberada numa reação química de combustão.

A combustão se inicia quando um material ou substância combustível, como a madeira ou a gasolina, é exposto a uma fonte de calor na presença de um comburente, como o oxigênio atmosférico.

A reação de combustão, portanto, não ocorre sem que haja tanto combustível quanto comburente. Uma vez ativada, a reação continua liberando energia térmica, o que mantém a chama acesa até que o combustível, ou o comburente, seja todo consumido.

A reação de combustão que tem como comburente o oxigênio libera como produtos gás carbônico e água, mas existem outros comburentes que resultam em diferentes produtos além dessas duas substâncias.

Sendo o combustível e o comburente absolutamente necessários para que haja combustão, é possível apagar um incêndio através da eliminação do combustível, do comburente ou do calor das chamas.

11. Química do Fogo

Sabendo que o fogo ou combustão resulta de uma oxidação rápida, conhecer as condições que determinam a ocorrência, ou não, da oxigenação de uma substância com desenvolvimento de calor e luz, é essencial para a compreensão dos princípios em que se baseiam os métodos de controle e extinção do fogo.

Existem dois tipos de reações químicas:

  • Reações endotérmicas são aquelas que dão origem a uma substância com maior energia do que existe nos compostos reagentes, processando se sem desprendimento de calor.
  • As reações exotérmicas produzem substâncias com menor energia do que existe nos compostos reagentes e se processam com desprendimento de calor.

11.1 Reações Oxidantes nos Incêndios

As reações oxidantes que ocorrem nos incêndios são as exotérmicas, e para que elas ocorram devem estar presentes: o material combustível e o agente oxidante.

O oxigênio é o elemento oxidante fundamental. A oxidação de um material ocorre continuamente enquanto estiver presente um agente oxidante normalmente o ar (aproximadamente 1/5 de oxigênio e 4/5 de nitrogênio).

Porém, à temperatura ambiente, a reação é tão lenta que não chega a ser perceptível. O “amarelamento” do papel e a ferrugem são exemplos de oxidação lenta.

Em temperaturas mais altas como as que podem ser criadas pela chama de um palito de fósforo, a taxa de oxidação torna-se rápida, gerando grande quantidade de calor. Caso esse calor gerado seja suficiente para manter a reação após a remoção do palito de fósforo aceso, e caso apareçam chamas, diz-se que ocorreu a ignição.

A combustão é a queima contínua após a ignição.

Além do calor e do agente oxidante, mais um elemento determinará a ocorrência da ignição e combustão: o material combustível.

Este material poderá ser sólido, líquido ou gasoso, sendo que quando nos dois primeiros estados, deverão ser decompostos pelo calor em vapores que queimam com chama visível.

O efetivo controle e extinção do incêndio requerem um entendimento da natureza química e física do fogo. Isso inclui informações sobre fontes de calor, composição e características dos combustíveis e as condições necessárias para combustão.

12. Tetraedro do Fogo na Prevenção e Combate a Incêndio

O fogo pode ser definido como um fenômeno físico-químico onde se tem uma reação de oxidação com emissão de calor, luz e gases.

Devem coexistir quatro componentes para que ocorra o fenômeno do fogo: combustível, comburente (oxigênio), calor reação em cadeia, os quais são representados pelo Tetraedro do Fogo.

Tetraedro do Fogo

Os meios de extinção se utilizam deste princípio, pois agem por meio da inibição de um dos componentes para apagar um incêndio.

métodos extinção do fogo

12.1 Combustível:

É toda substância capaz de queimar e alimentar a combustão. Os combustíveis dividem-se em três grupos, de acordo com o estado físico em que se apresentam:

b. Combustíveis sólidos

A maioria dos combustíveis sólidos transforma-se em vapores e, então, reagem com o oxigênio, exemplos: madeira, papel, plástico, ferro, etc.

combustíveis sólidos madeira

b. Combustíveis líquidos

Tem algumas propriedades físicas que dificultam a extinção do calor, aumentando o perigo.

Os líquidos assumem a forma do recipiente que os contém, é importante notar também que a maioria dos líquidos inflamáveis são mais leves que a água, e portanto, flutuam sobre esta.

vasilhas líquido inflamável

Outra propriedade a ser considerada é a sua volatilidade, que é a facilidade com que os líquidos liberam vapores, também é de grande importância, porque quanto mais volátil for o líquido, maior a possibilidade de haver fogo ou mesmo explosão.

c. Combustíveis Gasosos

Os gases não tem volume definido, tendendo, rapidamente, a ocupar todo o
recipientes que estão envolvidos.

Bujão de gás

12.2 Comburente

Comburente é o elemento que possibilita vida às chamas e intensifica a combustão.

a. Oxigênio

É o mais comum na natureza é o oxigênio, encontrado na atmosfera a 21%. Composição do ar: 21% oxigênio, 78% Nitrogênio e 1% outros gases.

Oxigênio comburente do fogo

12.3 Fonte de Calor

Calor é uma forma de energia que eleva a temperatura, gerada da transformação de outra energia, através de processo físico ou químico. Pode ser descrito como uma condição da matéria em movimento, isto é, movimentação ou vibração das moléculas que compõem a
matéria.

Fonte de calor - prevenção e combate a incêndio

12.4 Reação em Cadeia

A reação em cadeia torna a queima auto-sustentável. O calor irradiado da chama atinge o combustível e este e decomposto em partículas menores, que se combinam com o oxigênio e queimam, irradiando outra vez calor para o combustível, formando um círculo constante.

Reação em Cadeia da inicio ao fogo - prevenção e combate a incêndio

13. Pontos Críticos de Temperatura

Sabemos que é necessário unir três elementos para que o fogo apareça, entretanto, por vezes esses três elementos estão presentes e o FOGO não ocorre, porque a quantidade de calor é insuficiente para queimar o combustível.

Para exemplificar melhor, imaginemos uma frigideira com óleo combustível sobre a chama de um fogão.

O óleo começará aquecer e a desprender vapores (gases); se deixarmos por algum tempo, observaremos que um dado momento o referido combustível se incendiará sem que haja contato com a chama externa.

Pontos Críticos de Temperatura

Para que o óleo aquecido lentamente comece a queimar, ele passou por três pontos de aquecimento que chamaremos de: Ponto de Fulgor, Ponto de Combustão, Ponto de Ignição.

  • Ponto de fulgor – É a temperatura na qual o combustível começa a desprender vapores (gases), que se tomarem contatos diretos com uma chama queimarão, porém a chama produzida não se mantém, em vista da quantidade de vapores desprendidos ser muito pequena.
  • Ponto de Combustão – É a temperatura na qual um combustível desprende vapores (gases), que se tomarem contato direto com uma chama queimarão, até que acabe o combustível.
  • Ponto de Ignição – é a temperatura na qual um combustível desprende vapores (gases) que com o simples contato com o oxigênio existente no ar queime até que o combustível.

14. Propagação do Fogo

O calor é um dos principais causadores do alastramento de um fogo, ele pode, caso não seja impedido, ser transmitido até mesmo a grandes distâncias, das seguintes formas: IRRADIAÇÃO, CONDUÇÃO, CONVECÇÃO.

a. Condução

É transmissão do calor que ocorre de uma fonte para um corpo, através de um
material que seja um bom condutor de calor.

Condução

Se pegarmos um pedaço de ferro e segurarmos numa das pontas com a mão e colocarmos a outra ponta em contato com uma fonte de calor, vamos perceber após alguns segundo que todo o ferro está quente, indo aquecer consequentemente a nossa mão, e se ao invés de nossa mão, tivesse tendo contato com outro combustível qualquer, este iria queimar.

b. Convecção

É a transmissão do calor através do ar e dos líquidos, ocorre devido ao fato de o ar
como os líquidos podem ser aquecidos quando em contato com o fogo. O ar quente sempre
sobre e leva consigo o calor que poderá entrar em contato com o combustível e propagar o
fogo.

 Convecção

c. Irradiação

É a transmissão de calor através de raios e ondas que ocorrem em espaços vazios.

Irradiação

Um exemplo diário deste fenômeno é o calor do sol (fonte) irradiado através do espaço até a terra (corpo); e como o caso do sol, existem inúmeras outras formas de irradiação que poderão contribuir para a propagação do fogo.

15. Classe dos Incêndio

Os incêndios são classificados de acordo com os materiais com eles envolvidos bem como a situação como se encontram, essa classificação é feita para determinar o agente extintor adequado para o tipo de incêndio específico.

  • CLASSE “A”- Combustíveis sólidos;
  • CLASSE “B”- Combustíveis Líquidos;
  • CLASSE “C”- Equipamentos Energizados; e
  • CLASSE “D”- Materiais Pirofóricos.

CLASSE “A”– incêndios envolvendo combustíveis sólidos comuns, como papel, madeira, pano, borracha. Queimam em superfície e deixam resíduos. Ex: papel, madeira, tecido, plástico etc..

CLASSE “B”– incêndio envolvendo combustíveis líquidos inflamáveis Ex: graxas, óleo, querosene e gases , ex: glp, gn, etc…. Queimam somente em superfície e não deixam resíduos.

CLASSE “C” – incêndio envolvendo equipamentos elétricos (eletrônicos)
energizados. Ao ser retirado da tomada passa a ser “Classe A”. Ex: quadro de força, computador, tv, etc…

CLASSE “D” – incêndio envolvendo materiais combustíveis pirofóricos (magnésio, selênio, antimônio, lítio, potássio, alumínio fragmentado, zinco, titânio, sódio, zircônio). É caracterizado pela queima em altas temperaturas (acima de 1200°C e por reagir com agentes extintores comuns, principalmente os que contém água:

CLASSE K: Incêndio em óleo e gorduras de cozinhas. Classificação para incêndios em cozinhas, reconhecida pela NFPA. Criada em 1998.

16. Método de Extinção do Fogo

Conforme estudamos até agora, só existe fogo quando estão presentes, e em proporções ideais, o combustível, o comburente e o calor, reagindo em cadeia.

Dessa forma, quando quebrada essa reação em cadeia ou isolado um dos elementos do fogo, interrompe-se a combustão, extinguindo o fogo.

Os métodos de extinção do fogo baseiam-se na eliminação de um ou mais dos elementos essenciais que provocam o fogo.

a. Extinção por Resfriamento

Esse método consiste em diminuir a temperatura do combustível, retirando-se o calor, de modo a não gerar mais gases e vapores e apagá-lo. O agente resfriador mais comum e mais utilizado é a água.

 Extinção por Resfriamento - prevenção e combate a incêndio

b. Extinção por Abafamento

Consiste em diminuir ou impedir que o comburente – geralmente oxigênio permaneça em contato com o combustível, numa condição ideal para a alimentação da combustão.

 Extinção por Abafamento - prevenção e combate a incêndio

Para combater incêndios por abafamento, podem ser utilizados os mais diversos materiais, desde que estes venham a impedir a entrada de oxigênio no fogo e não a servir como combustíveis por um determinado tempo

c. Retirada do Material

Esse método consiste em retirar o material combustível que está queimando ou que está próximo ao fogo. Nessa situação, deve-se ter muito cuidado, principalmente quando for retirar o material que está queimando.

Retirada do material combustível no combate a incêndio

Como exemplo desse método, podemos citar o afastamento de móveis da área do incêndio, a retirada do botijão de gás ou o fechamento do seu registro.

d. Quebra da Reação em Cadeia

Certos agentes extintores, quando lançados sobre o fogo, sofrem ação do calor, reagindo sobre a área das chamas, interrompendo assim a “reação em cadeia” (extinção química). Isso ocorre porque o oxigênio comburente deixa de reagir com os gases combustíveis. Essa reação só ocorre quando há chamas visíveis.

17. Quais são os Métodos de Combate a Incêndio?

Com base nos métodos de extinção do fogo, podemos dizer que os métodos de combate a incêndio são por:

  • Extinção por Resfriamento;
  • Extinção por Abafamento;
  • Retirada do Material;
  • Quebra da Reação em Cadeia.

18. Agentes Extintores de Incêndio

Agentes extintores são substâncias que, devido às suas características, quando lançados sobre um fogo o extinguem.

São inúmeros os agentes extintores existentes, porém os mais comuns são:

a. Pó Químico – Quebra a reação em cadeia, interrompendo o processo de combustão. Há várias composições de pós, divididas em tipo BC (líquidos inflamáveis e energia elétrica); ABC (múltiplo uso, polivalente, para fogo em sólidos, líquidos inflamáveis e eletricidade); e D (metais combustíveis).

b. Compostos Halogenados – Compostos químicos que provocam a quebra da reação em cadeia. Também agem por abafamento. Não danificam equipamentos eletrônicos sensíveis. São aplicáveis para as classes de fogo A, B e C.

c. Gás Carbônico (CO2) – Age por abafamento, e por resfriamento em ação secundária. É um gás sem cheiro, sem cor e não conduz eletricidade, sendo recomendado na extinção de fogo classes B e C. É asfixiante e por isso deve se evitar o seu uso em ambientes pequenos.

d. Espuma Mecânica – Age primeiro por abafamento e de forma secundária por resfriamento. Quando a espuma é do tipo AFFF, o líquido drenado forma um filme aquoso na superfície do combustível dificultando a reignição. É ideal para extinguir fogo Classe B.

e. Água – Age inicialmente por esfriamento. Sua ação por abafamento ocorre devido a sua capacidade de transformação em vapor, na razão de 1 litro de água para 1.500 litros de vapor. Específico para Classe A.

18.1 Extintor de Incêndio Portátil

Os extintores, de modo geral, são equipamentos eficazes no combate das chamas logo no início de um incêndio e a sua função principal é conter o fogo e evitar que ele se propague.

Os extintores de incêndio são aparelhos que carregam em seu interior um dos tipos de agente extintor acima citados, que deverá ser usado em princípios de incêndio.

Um extintor pode controlar e extinguir o foco de incêndio, o que, com certeza, irá garantir o patrimônio e a segurança das pessoas que estiverem presentes no local.

Todo extintor deverá ter uma ficha de controle de inspeção.

Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês, examinando-se o seu aspecto externo, os lacres, os manômetros, etc.

Cada extintor deverá ter uma etiqueta de identificação fixada no mesmo, com data em que foi carregado, data da próxima recarga e nº de identificação.

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Um forte abraço e votos de sucesso!

José Sergio Marcondes – CES – CPSI – Gestor, Consultor e Diretor do IBRASEP. Sou um profissional com competências sólidas nas áreas de segurança privada e gestão empresarial. Conecte comigo nas redes sociais.

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Sugiro a leitura dos artigos a seguir como forma de complementar o aprendizado desse artigo.

Lei Brasileira Sobre Prevenção e Combate a Incêndio – Lei nº 13.425

Segurança Contra Incêndio: O que é? Objetivos e Medidas

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Dados para Citação em Trabalhos

MARCONDES, José Sérgio (22 de setembro de 2020). Prevenção e Combate a Incêndio: O que é, principais medidas preventivas. Disponível em Blog Gestão de Segurança Privada: https://gestaodesegurancaprivada.com.br/prevencao-e-combate-a-incendio-principais-medidas-metodos/– Acessado em (inserir data do acesso).

Referencias Bibliográficas

Polícia Militar do Estado de São Paulo – Corpos de Bombeiros – Instrução Técnica Nº 02/2019 – Conceitos básicos de segurança contra incêndio.

Escola de Gestão Pública – Secretaria de Administração – Prefeitura de Porto Alegre – Prevenção e Combate a Incêndio – Setembro de 2016

Cap. QOBM Murillo Rotondo – Coordenadoria Estadual de Defesa – Civil do Paraná, 2º Sargento QPM 2-0 Hederson Liiber Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) – Combate a Princípios de Incêndio – Brigadas Escolares – Governo do Estado do Paraná – 2019

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Sobre o Autor

José Sergio Marcondes
José Sergio Marcondes

José Sergio Marcondes é formado em Gestão de Segurança Privada e possui MBA em Gestão Empresarial e Segurança Corporativa. É especialista em Segurança Privada, certificado com CES (Especialista em Segurança Empresarial) e CPSI (Certificado Profissional em Segurança Internacional). Atualmente, atua como consultor e diretor do IBRASEP, trazendo uma notável expertise em segurança, além de possuir sólidos conhecimentos nas áreas de gestão empresarial Com mais de 30 anos de experiência na área de segurança privada, acumulando resultados relevantes nas áreas operacionais, administrativas e comerciais.

16 Comentários

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  1. Olá Carlos Mituti!
    Obrigado pelo seu comentário.
    Forte abraço e sucesso!

  2. Realmente, o conteúdo está muito explicito. Parabéns, estamos gratos…

  3. Olá Rosy!
    Obrigado pelo seu comentário.
    Forte abraço e sucesso!

  4. Olá Augusto serafim!
    Fico muito feliz em saber que estou contribuindo para o conhecimento dos meus irmãos angolanos.
    Obrigado pelo seu comentário.
    Forte abraço e sucesso.

  5. Bom elustre instrutores , mestres, gostei do conteúdo pôs isso vai ajudar a sociedade Angolana no conhecimento da prevenção contra o incêndio, e as sua medida de combate caso haja ou possa surgir um incêndio, o que não é bom para qualquer família.

  6. Olá Messias!
    Obrigado pelo seu comentário.
    Forte abraço e sucesso.

  7. Olá Jesus Charles!
    Obrigado pelo seu comentário.
    Forte abraço e sucesso.

  8. Muito explicativo. Parabéns pelo trabalho.

  9. Olá Diego Abrahão!
    Obrigado pelo comentário.
    Forte abraço e sucesso.

  10. Excelente fonte de informação, obrigado por dividir esses fundamentais conhecimentos conosco!

  11. Olá Souza!
    Obrigado pelo seu comentário.
    Forte abraço e sucesso.

  12. Obrigado por transmitir esse conhecimento que e de suma importância, não só para o profissional da área (bombeiro), se cada um de nos absorver esse conhecimento será de grande valia para um eventual sinistro, Abraços fraternais

  13. Olá Gabriel!
    Obrigado pelo seu comentário.
    Forte abraço e sucesso

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