Em um cenário onde riscos podem surgir de forma inesperada, contar com uma brigada de incêndio bem preparada representa tranquilidade para colaboradores, visitantes e gestores. Além disso, sua atuação vai muito além do combate ao fogo. Ela começa antes mesmo de qualquer ocorrência, por meio da prevenção, da identificação de perigos e da orientação contínua das pessoas que ocupam o espaço. Dessa forma, cria-se uma cultura de segurança sólida e permanente.
Ao longo deste artigo, você vai entender de maneira clara e aprofundada o que é a Brigada de Incêndio, qual é o seu verdadeiro objetivo, quando ela é obrigatória, como é composta e quais são as etapas para sua formação. Continue a leitura e descubra por que a Brigada de Incêndio é indispensável para ambientes mais seguros e preparados.
O que é a Brigada de Incêndio?
A Brigada de Incêndio é um grupo organizado de pessoas, formado por voluntários ou colaboradores indicados, que atuam na mesma edificação e recebem treinamento específico para prevenir e responder a situações de emergência, com foco principal em incêndios. Sua existência tem como base a proteção da vida, do patrimônio e do meio ambiente, por meio de ações planejadas, coordenadas e executadas com rapidez.
De forma objetiva, a brigada funciona como a primeira resposta interna diante de um princípio de incêndio ou outra ocorrência emergencial. Por isso, seus integrantes precisam conhecer profundamente o ambiente onde atuam, os riscos existentes e os recursos disponíveis para agir com segurança e eficiência.
Grupo organizado, treinado e capacitado
A Brigada de Incêndio não é um grupo improvisado. Ela segue critérios técnicos e normativos que definem sua composição, organização e atuação. Os brigadistas passam por capacitação teórica e prática, que inclui conteúdos como prevenção de incêndios, uso correto de extintores e hidrantes, abandono de área e primeiros socorros.
Além do treinamento, a brigada é estruturada de forma hierárquica, com funções bem definidas, o que garante organização e controle durante uma emergência. Esse formato permite que cada integrante saiba exatamente como agir, evitando improvisos, retrabalho e decisões equivocadas em momentos críticos.
Atuação da brigada de incêndio em situações de emergência
Em uma ocorrência real, a brigada de incêndio atua de maneira rápida e coordenada, seguindo procedimentos previamente estabelecidos no plano de emergência da edificação. Entre suas principais ações estão:
- Identificação imediata da situação de risco
- Acionamento do alarme e orientação para o abandono seguro da área
- Combate ao princípio de incêndio, quando houver condições seguras
- Prestação de primeiros socorros às vítimas
- Acionamento e apoio ao Corpo de Bombeiros
Essa atuação inicial é decisiva para conter a evolução do incêndio, reduzir danos e garantir que as pessoas sejam evacuadas com segurança até a chegada do socorro especializado.

Diferença entre Brigada de Incêndio e Corpo de Bombeiros
Embora atuem de forma complementar, a Brigada de Incêndio e o Corpo de Bombeiros Militar possuem papéis distintos. A brigada é composta por pessoas que fazem parte da própria edificação e atua de forma preventiva e imediata, nos primeiros momentos da emergência. Já o Corpo de Bombeiros é uma força pública especializada, acionada para o combate avançado, resgate e controle total da ocorrência.
Em outras palavras, a brigada não substitui os bombeiros. Pelo contrário, ela prepara o cenário, controla os riscos iniciais e fornece informações essenciais que facilitam a atuação dos profissionais quando eles chegam ao local.
Importância da atuação preventiva da brigada de incêndio
Um dos maiores diferenciais da Brigada de Incêndio está na sua atuação preventiva. Antes mesmo de qualquer emergência, os brigadistas realizam inspeções, identificam situações de risco, orientam as pessoas sobre comportamentos seguros e participam de exercícios simulados.
Essa presença constante contribui para a criação de uma cultura de segurança, reduzindo significativamente a probabilidade de incêndios e aumentando a capacidade de resposta da edificação. Assim, a brigada deixa de ser apenas um requisito técnico e passa a ser um elemento estratégico para ambientes mais seguros, organizados e preparados.
Qual é o objetivo da Brigada de Incêndio?
O objetivo da Brigada de Incêndio vai muito além de atender a uma exigência legal. Sua função principal é garantir segurança, atuando de forma preventiva e emergencial para proteger pessoas, patrimônios e o ambiente. Para cumprir esse propósito, a brigada se apoia em três pilares fundamentais que orientam todas as suas ações: preservação da vida, proteção do patrimônio e atuação integrada em prevenção, combate e primeiros socorros.
1. Preservação da vida
A proteção das pessoas é sempre a prioridade máxima da Brigada de Incêndio. Em qualquer situação de emergência, todas as decisões e ações devem ser direcionadas para garantir a integridade física de colaboradores, visitantes e demais ocupantes da edificação.
Nesse contexto, a atuação da brigada precisa ser rápida, coordenada e segura. Ao identificar uma situação de risco, os brigadistas acionam os alarmes, orientam o abandono da área e conduzem as pessoas para locais seguros, evitando o pânico e reduzindo o risco de acidentes durante a evacuação. Essa resposta organizada faz toda a diferença em cenários onde o tempo é um fator crítico.
2. Proteção do patrimônio
Além de salvar vidas, a Brigada de Incêndio tem como objetivo minimizar os danos materiais causados por incêndios e outras emergências. Quando o fogo é identificado ainda em seu estágio inicial, as chances de controle são muito maiores, o que reduz perdas estruturais, danos a equipamentos e interrupções nas atividades da empresa.
O controle do incêndio em estágio inicial, utilizando extintores e outros recursos disponíveis, é uma das atribuições mais relevantes da brigada. Essa intervenção rápida pode impedir que um pequeno foco de fogo se transforme em um grande sinistro, preservando o patrimônio e evitando prejuízos financeiros significativos.
3. Prevenção, combate e primeiros socorros
A base do trabalho da Brigada de Incêndio está na prevenção. Antes que qualquer emergência aconteça, os brigadistas atuam na identificação de riscos, inspeção de equipamentos de segurança, orientação das pessoas e participação em simulados. Essa abordagem preventiva reduz drasticamente a probabilidade de ocorrência de incêndios.
Quando a prevenção não é suficiente, entra em ação o combate ao princípio de incêndio, realizado de forma técnica e segura, sempre respeitando os limites de atuação da brigada. Paralelamente, os brigadistas estão preparados para prestar atendimento inicial às vítimas, aplicando técnicas de primeiros socorros até a chegada do socorro especializado.
Dessa forma, a Brigada de Incêndio atua de maneira integrada, conectando prevenção, resposta imediata e cuidado com as pessoas, o que reforça seu papel essencial na segurança de qualquer edificação.
A Brigada de Incêndio é obrigatória?
Uma das dúvidas mais comuns sobre o tema é se a Brigada de Incêndio é obrigatória em todas as empresas e edificações. A resposta depende de critérios técnicos e legais que levam em consideração o risco da atividade, o porte do local e a quantidade de pessoas que circulam no ambiente. Para entender essa exigência de forma clara, é fundamental conhecer a base legal que regula a formação e a atuação da brigada no Brasil.
Base legal e normas aplicáveis
A principal referência em âmbito nacional é a NR-23, Norma Regulamentadora que trata da proteção contra incêndios nos ambientes de trabalho. Seu objetivo é estabelecer medidas mínimas de prevenção, garantindo que as edificações disponham de meios adequados para combate ao fogo, rotas de fuga seguras e pessoas capacitadas para atuar em situações de emergência. Nesse contexto, a Brigada de Incêndio surge como um elemento essencial para o cumprimento da norma.
Além da NR-23, cada estado brasileiro possui Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros, que detalham os critérios para a formação, o dimensionamento e o treinamento da brigada. Em São Paulo, por exemplo, a referência é a IT-17, que define de forma clara quem pode ser brigadista, como a brigada deve ser organizada e qual a carga horária mínima dos treinamentos. Outros estados adotam instruções equivalentes, adaptadas às suas legislações locais, mas sempre com o mesmo objetivo: garantir segurança e padronização.
Essas normas trabalham de forma integrada e devem ser analisadas em conjunto, já que a obrigatoriedade da brigada não é genérica, mas condicionada às características da edificação e da atividade exercida.
Quando a brigada é exigida
A exigência da Brigada de Incêndio está diretamente relacionada ao nível de risco da atividade, ao tamanho da edificação e à população fixa do local. Ambientes com maior concentração de pessoas, atividades industriais, áreas de risco elevado ou edificações com grandes dimensões tendem a ter a brigada como requisito obrigatório.
Entre os principais fatores considerados, destacam-se:
- Tipo de ocupação da edificação
- Quantidade de pessoas por turno
- Grau de risco da atividade desenvolvida
- Área construída e número de pavimentos
Esses critérios influenciam não apenas a obrigatoriedade, mas também o dimensionamento da brigada, ou seja, quantos brigadistas são necessários para garantir uma resposta eficaz em caso de emergência.
Outro ponto crucial é a relação direta entre a Brigada de Incêndio e o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Em muitas situações, a existência de uma brigada treinada e devidamente certificada é condição indispensável para a obtenção e manutenção desse documento. Sem o AVCB, a edificação pode sofrer sanções legais, além de expor pessoas e patrimônios a riscos desnecessários.
Portanto, mais do que uma obrigação legal, a Brigada de Incêndio representa um compromisso com a segurança, a continuidade das operações e a responsabilidade com todos que ocupam o espaço.
Composição da Brigada de Incêndio
A composição da Brigada de Incêndio é um fator decisivo para a eficiência das ações preventivas e emergenciais dentro de uma edificação. Para que a brigada funcione de forma organizada e segura, é necessário definir quem pode participar, como a equipe é estruturada e qual a quantidade adequada de brigadistas para o local. Esses elementos garantem que, em uma situação real, a resposta seja rápida, coordenada e proporcional ao risco existente.
Quem pode participar
A formação da Brigada de Incêndio geralmente envolve colaboradores da própria edificação, escolhidos de acordo com critérios técnicos e operacionais. A participação pode ser voluntária ou por indicação, desde que o profissional apresente o perfil adequado para a função.
Entre os critérios básicos para seleção, destacam-se:
- Permanecer no local durante o turno de trabalho
- Possuir boa condição física e estado de saúde compatível com a atividade
- Ser maior de idade e alfabetizado
- Demonstrar responsabilidade, atenção e equilíbrio emocional
- Ter conhecimento das instalações, com preferência para profissionais das áreas de manutenção, elétrica ou utilidades
A voluntariedade é um ponto importante, pois brigadistas engajados tendem a atuar com mais comprometimento. No entanto, o perfil desejado vai além da boa vontade. É fundamental que o integrante da brigada tenha postura preventiva, capacidade de seguir procedimentos e disposição para participar de treinamentos e simulações periódicas.
Estrutura hierárquica da brigada
Para garantir organização e clareza nas decisões, a Brigada de Incêndio é estruturada de forma hierárquica, com funções bem definidas. Essa divisão permite uma atuação eficiente, especialmente em situações de emergência.
- Brigadistas: são os integrantes responsáveis pelas ações diretas de prevenção, combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros socorros. Eles atuam na linha de frente e seguem as orientações dos líderes.
- Líderes: coordenam as ações em setores, pavimentos ou áreas específicas da edificação. São responsáveis por orientar os brigadistas e garantir que os procedimentos sejam executados corretamente.
- Chefes de edificação ou de turno: assumem a coordenação geral das ações de emergência em uma edificação ou durante determinado turno de trabalho, integrando as informações e tomando decisões estratégicas.
- Coordenador geral: é o responsável máximo pela Brigada de Incêndio, atuando até a chegada do Corpo de Bombeiros. Deve ter respaldo da direção da empresa e capacidade de liderança para conduzir a equipe de forma eficaz.
Essa organização hierárquica evita falhas de comunicação e assegura que cada integrante saiba exatamente qual é o seu papel.
Dimensionamento da brigada
O dimensionamento da Brigada de Incêndio define quantos brigadistas são necessários para atender adequadamente uma edificação. Esse cálculo não é aleatório e deve seguir critérios técnicos estabelecidos pelas normas vigentes.
O número de brigadistas é definido com base em fatores como:
- Quantidade de pessoas que ocupam o local por turno
- Grau de risco da atividade desenvolvida
- Tipo de ocupação da edificação
- Área construída e número de pavimentos
Quanto maior o risco e a população fixa, maior deve ser o efetivo da brigada. Um dimensionamento adequado garante cobertura eficiente em toda a edificação, permitindo que a Brigada de Incêndio atue de forma estratégica, rápida e segura em qualquer situação de emergência.
Como formar uma Brigada de Incêndio passo a passo
Formar uma Brigada de Incêndio eficiente exige planejamento, critérios técnicos e alinhamento com as normas vigentes. Cada etapa do processo contribui diretamente para a qualidade da resposta em situações de emergência. Por isso, seguir um passo a passo bem definido é fundamental para garantir uma equipe preparada, organizada e capaz de atuar com segurança.
1. Dimensionamento
O primeiro passo para formar uma Brigada de Incêndio é o dimensionamento correto da equipe. Essa etapa começa com uma avaliação técnica da edificação, considerando suas características físicas, layout, número de pavimentos e sistemas de segurança existentes.
Em seguida, realiza-se a análise de risco, que identifica os perigos associados à atividade desenvolvida no local, como presença de materiais inflamáveis, equipamentos elétricos, processos industriais ou grande circulação de pessoas. A partir dessas informações, é possível definir quantos brigadistas são necessários por turno, garantindo cobertura adequada em todas as áreas e uma resposta proporcional ao nível de risco.
2. Seleção dos brigadistas
Com o dimensionamento definido, inicia-se a seleção dos brigadistas. Essa escolha deve considerar critérios físicos, técnicos e operacionais, assegurando que os integrantes tenham condições reais de atuar em uma emergência.
Entre os principais critérios, destacam-se:
- Boa condição física e estado de saúde compatível
- Capacidade de manter a calma sob pressão
- Responsabilidade e comprometimento com a função
- Disponibilidade para participar de treinamentos e simulados
Outro ponto essencial é o conhecimento do local. Brigadistas que dominam as rotas de fuga, a localização dos equipamentos de combate a incêndio e os pontos críticos da edificação tendem a agir com mais rapidez e precisão, aumentando a eficiência da Brigada de Incêndio como um todo.
3. Treinamento teórico e prático
Após a seleção, os brigadistas devem passar por treinamento teórico e prático, etapa indispensável para a formação da Brigada de Incêndio. O conteúdo abordado inclui temas como prevenção de incêndios, classes de fogo, uso correto de extintores e hidrantes, abandono de área, primeiros socorros e procedimentos de emergência.
Além da teoria, o treinamento prático tem papel fundamental. As simulações de emergência e o combate com fogo real permitem que os brigadistas vivenciem situações próximas da realidade, desenvolvendo habilidades, confiança e coordenação. Esse preparo reduz erros, aumenta a segurança e melhora o desempenho da equipe em ocorrências reais.
Certificação e reciclagem
Concluído o treinamento, ocorre a emissão dos certificados, que comprovam a capacitação dos integrantes da Brigada de Incêndio. Esse documento é exigido em processos de vistoria e fiscalização, além de ser um indicador formal da preparação da equipe.
No entanto, a formação não se encerra nesse momento. A reciclagem anual é fundamental para manter os conhecimentos atualizados, reforçar procedimentos e incorporar melhorias identificadas ao longo do tempo. Essa atualização periódica tem impacto direto na eficiência da brigada, garantindo que os brigadistas estejam sempre preparados para agir com segurança, agilidade e precisão.
Equipamentos e Identificação da Brigada de Incêndio
Para que a Brigada de Incêndio atue de forma segura e eficiente, é indispensável que seus integrantes estejam corretamente identificados e tenham acesso aos equipamentos adequados. Esses recursos não apenas facilitam a atuação em emergências, como também reduzem riscos, evitam falhas de comunicação e contribuem para uma resposta organizada em momentos críticos.
Identificação dos brigadistas
A identificação visual dos brigadistas é um aspecto essencial durante situações de emergência. Em cenários com fumaça, aglomeração de pessoas e elevado nível de estresse, reconhecer rapidamente quem faz parte da Brigada de Incêndio faz toda a diferença.
Os brigadistas costumam utilizar itens como:
- Coletes, que permitem rápida visualização à distância
- Braçadeiras, usadas principalmente em simulações ou ocorrências reais para identificação imediata
- Capacetes, que além de identificar o brigadista, oferecem proteção adicional
Essa identificação facilita a orientação das pessoas durante o abandono da área, melhora a comunicação entre os membros da brigada e permite que o Corpo de Bombeiros reconheça rapidamente quem pode fornecer informações relevantes sobre a edificação. Assim, a identificação visual contribui diretamente para a organização e a segurança das operações.
Equipamentos utilizados
Além da identificação, a Brigada de Incêndio deve estar preparada para operar os principais equipamentos de combate a incêndio e atendimento emergencial disponíveis na edificação. O conhecimento e o uso correto desses recursos são fundamentais para conter riscos e prestar auxílio imediato.
Entre os principais equipamentos utilizados, destacam-se:
- Extintores: empregados no combate ao princípio de incêndio, de acordo com a classe do fogo. O brigadista deve saber identificar o tipo adequado e utilizá-lo de forma segura.
- Hidrantes: utilizados em incêndios de maior proporção, permitem o combate contínuo por meio de mangueiras conectadas à rede de água.
- Mangueiras: essenciais para o uso dos hidrantes, exigem técnica adequada para manuseio e controle do jato de água.
- Macas e equipamentos de primeiros socorros: utilizados no atendimento inicial às vítimas, auxiliando no transporte seguro e na estabilização até a chegada do socorro especializado.
O domínio desses equipamentos reforça a capacidade de resposta da Brigada de Incêndio, tornando a atuação mais segura, eficiente e alinhada aos procedimentos de emergência estabelecidos.
A Importância da Brigada de Incêndio
A Brigada de Incêndio exerce um papel estratégico dentro de empresas e edificações, indo muito além da atuação em emergências. Sua presença impacta diretamente a gestão de riscos, o cumprimento das normas legais e a construção de um ambiente mais seguro e confiável para todos. Quando bem estruturada, a brigada se torna parte essencial da estratégia de segurança e continuidade das operações.
Redução de riscos
Um dos principais benefícios da Brigada de Incêndio é a significativa redução de riscos. Por meio de inspeções regulares, identificação de situações perigosas e orientação contínua, os brigadistas ajudam a evitar que pequenos problemas se transformem em grandes incidentes. Essa atuação preventiva diminui a probabilidade de incêndios, acidentes e falhas operacionais, protegendo pessoas, estruturas e processos.
Além disso, a capacidade de resposta rápida diante de um princípio de incêndio contribui para conter a ocorrência ainda em seu estágio inicial, reduzindo impactos e facilitando o controle da situação.
Cumprimento legal
A existência de uma brigada de incêndio devidamente treinada e certificada é um requisito fundamental para atender às exigências das normas de segurança, como a NR-23 e as Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros. O cumprimento dessas obrigações legais evita autuações, interdições e problemas durante fiscalizações.
Mais do que atender à legislação, manter a Brigada de Incêndio ativa e atualizada demonstra responsabilidade institucional e compromisso com a segurança, fatores que fortalecem a imagem da empresa perante órgãos reguladores, parceiros e a sociedade.
Cultura de segurança
A Brigada de Incêndio contribui diretamente para o desenvolvimento de uma cultura de segurança dentro da organização. A presença de brigadistas capacitados estimula comportamentos preventivos, aumenta a conscientização sobre riscos e incentiva todos a adotarem práticas mais seguras no dia a dia.
Com treinamentos, orientações e simulados, a brigada transforma a segurança em um valor compartilhado, criando um ambiente mais organizado, preparado e resiliente diante de situações adversas.
Tranquilidade para colaboradores, clientes e visitantes
Por fim, a atuação da Brigada de Incêndio gera tranquilidade e confiança para todos que circulam pela edificação. Saber que existe uma equipe preparada para agir em emergências transmite segurança a colaboradores, clientes e visitantes, melhorando a experiência e a percepção do local.
Essa sensação de proteção reforça o compromisso da empresa com o bem-estar das pessoas e consolida a Brigada de Incêndio como um elemento estratégico indispensável para ambientes seguros e bem gerenciados.
Conclusão
A Brigada de Incêndio é um componente indispensável para a segurança de empresas, condomínios e edificações de todos os portes. Ao longo deste artigo, ficou claro que sua atuação vai muito além do combate ao fogo, abrangendo a prevenção de riscos, a proteção da vida, a preservação do patrimônio e o atendimento inicial em situações de emergência.
Quando bem dimensionada, treinada e organizada, a Brigada de Incêndio reduz significativamente a probabilidade de acidentes graves e garante uma resposta rápida e coordenada nos momentos mais críticos. Além disso, contribui para o cumprimento das exigências legais, fortalece a cultura de segurança e transmite confiança a todos que frequentam o ambiente.
Investir na formação e manutenção da Brigada de Incêndio não deve ser visto apenas como uma obrigação normativa, mas como uma decisão estratégica. Trata-se de um compromisso com a vida, com a continuidade das operações e com a construção de ambientes mais seguros, preparados e responsáveis.
Um forte abraço e votos de sucesso!
Autor José Sergio Marcondes
Diretor Executivo no IBRASEP. Apaixonado pela área de segurança privada, dedica-se continuamente ao estudo e à disseminação de conhecimento, sempre com a missão de desenvolver e valorizar o setor e os profissionais que atuam nele.
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47 Comentários
Olá SERGIO MORAES!
Obrigado pelo seu comentário!
OTIMO TEXTO BEM EXPLICADO .
Olá Marcelo Cadori!
Fico feliz pelo sei feedback e espero que o conteúdo contribua para que a EPAGRI implemente a sua brigada de incêndio e emergência cm sucesso!
Forte abraço e sucesso!
Parabéns pelo artigo José! O assunto foi muito bem abordado e explicado. A empresa pública onde trabalho terá em breve que iniciar a formação da sua primeira brigada de incêndio e o assunto é novo para todos, empregados e gestores. Será um desafio.
Olá Gonçalves Carga!
Obrigado pelo seu comentário.
Forte abraço e sucesso!
Gostei do contiodo
Olá Claudio!
Obrigado pelo seu comentário.
Forte abraço e sucesso!
Blog com informações muito importantes para a prevenção e combate a incêndios. Parabéns.
Olá Jaqueline de Souza!
Obrigado pelo seu comentário.
Forte abraço e sucesso.
Bem explicado e excelente
Olá André Luís!
Obrigado pelo seu comentário. Fico muito feliz em saber que você está gostando dos artigos.
Forte abraço e sucesso!
Parabéns Marcondes pelo excelente trabalho que vem realizando. Forte abraço.
Olá Leandro Dias!
Obrigado pelo seu comentário.
Forte abraço e sucesso.
Parabéns!!! Equipe bem organizada e o conteúdo das informações são de grande importância para o público interessado.
Parabéns pela clareza e objetividade do assunto. O conteúdo foi de grande auxílio para uma pesquisa escolar do meu filho. Nota 10
Olá Sérgio Roberto!
Obrigado pelo seu comentário.
Forte abraço e sucesso.
Excelente material informativo!!!!
Olá André Elias !
Obrigado pelo seu comentário.
Forte abraço e sucesso.
Boa noite ,adorei a materia excelente muito obrigado , eu sou brigadistas e fui convocado para ser lider de brigada ,e tinha duvidas referente as funções q exerce um lider de brigada , seus gestores e seus subordinados
Olá Sérgio!
Acredito que não, uma vez que a atividade do bombeiro público é exclusiva dos órgãos públicos estaduais, porém você pode fazer uma consulta a prefeitura para obter mais informações, e se há algum possibilidade.
Forte abraço e sucesso.
Boa Noite , tenho empresa Briga / Incêndio , podemos fazer contrato com a Prefeitura para atender a população até a chagada do Bombeiro pois aqui o Bombeiro vem de outro munícipio longe , a intenção e ser um apoio . obrigado
Olá Douglas!
Não tem um prazo determinado, porém a pessoa deve ser voluntária, e se desejar sair por algum motivo, deve ter seu pedido atendido,
Forte Abraço e sucesso.
Olá Wolnei!
Sim, algumas empresa oferecem alguns incentivos como por exemplo: uma cesta básica, isenção do pagamento da taxa de convênio médico, quando tem convênio médico, um pequeno adicional no salário. Isso pode e deve ser negociado com o sindicato da categoria a que pertence os empregados.
Forte abraço e sucesso.
Olá Condomínio Edifício Sulacap!
Sim, algumas empresa oferecem alguns incentivos como por exemplo: uma cesta básica, isenção do pagamento da taxa de convênio médico, quando tem convênio médico, um pequeno adicional no salário. Isso pode e deve ser negociado com o sindicato da categoria a que pertence os empregados.
Forte abraço e sucesso.
Muito boa apresentação.Pontual,didática.Apenas uma pergunta:há algum incentivo ao funcionário para ele ser um brigadista?
Explicações diretas e pontuais.Didáticas.Excelente.Apenas uma pergunta: há algum tipo de incentivo ao funcionário por ele ser brigadista?
Quanto tempo a pessoa pode ser brigadista? Aonde minha esposa trabalha os gerentes e encarregados ficam fazendo pressão para que os brigadistas não saiam dos seus setores e reclamam que os funcionários não estão fazendo suas obrigações enquanto fazem as vistorias.
Olá Francisco!
Obrigado pelo seu comentário.
Forte abraço e sucesso.
Parabéns José Sérgio, excelente artigo, é muito bom ter profissionais do seu gabarito, ajudando outros tantos, a serem melhores em suas profissões, que Deus sempre ilumine os seus caminhos, um forte abraço.
Olá Evandro!
Obrigado pelo seu comentário.
Forte abraço e sucesso!
Parabéns pelo material, excelente trabalho.
Tenho uma dúvida. O brigadista tem alguma responsabilidade civil ou penal de seus atos?
Cleber Lucas bom dia!
Obrigado pelo seu comentário.
Forte abraço e sucesso!
Parabéns!!! Gostei muito. Assim algumas pessoas ficam antenadas nesse perigo q se chama fogo.
Muito interedsante. Vou procurar saber mais. Obrigado por compartilhar
Olá Recicla SVMA!
Você deve procurar o sindico e solicitar pra ele que adote as orientações e medidas necessárias para que a brigada existente compra as normas existentes sob pena de responsabilização civil e criminal em casos de acidentes graves.
Forte abraço e sucesso.
Olá Valny!
Obrigado pelo comentário.
Forte abraço e sucesso.
bom dia muito legal esse tema apoio vcs. aguardo mais matérias de tipo.
teria como enviar esse material para fazer essa divulgação em nossa empresa.
dese já agradeço.
Muito bom o texto. Trabalho em um prédio que a brigada não faz nada e quero pelo menos saber o que fazer (além de sair correndo do local) em caso de incendio.
Olá Norma!
Segue as mesmas orientações dos estabelecimentos privados.
Forte abraço e sucesso.
Olá, no caso de repartição pública como fica a brigada de incêndio?
Olá Rafael!
Obrigado pelo comentário.
Forte abraço e sucesso.
Excelente post.
Muito obrigado.
Bom dia Eduardo!
NBR 14276
O artigo foi escrito com base na Norma NBR 14276 – Programa de brigada de incêndio.
Que descreve a brigada de incêndio como sendo:
Grupo organizado de pessoas voluntárias ou não, treinadas e capacitadas para atuar na prevenção, abandono e combate a um princípio de incêndio e prestar os primeiros socorros, dentro de uma área preestabelecida.
A referida NBR não traz a descrição do brigadista, mas pelo texto anterior, é possível observar que se trata de pessoas voluntarias ou de pessoas indicadas pela empresa.
CLT
A CLT, atribui ao empregado a obrigação de colaborar com a empresa nas questões de segurança e saúde do trabalho.
Art. 157 – Cabe às empresas;
I – cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;
II – instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais;
III – adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente;
IV – facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente.
Art. 158 – Cabe aos empregados:
I – observar as normas de segurança e medicina do trabalho, colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste Capítulo.
Entendo que sim, a empresa poderá indicar colaboradores para participar da brigada, conforme sua necessidade ou especialização do empregado, por exemplo aqueles que trabalham como: enfermeiros, eletricistas, integrantes da CIPA.
Não existe nenhuma remuneração extra para isto e nem estabilidade de emprego, o que muitas empresas fazem é dar algum benefício a mais para o brigadista com cestas básicas, com meio de incentivar a participação dos empregados.
Forte abraço e sucesso na sua carreira.
Bom dia! Fiquei com uma dúvida. Para a composição da Brigada de Incêndio, não foi citado na matéria se deveria ser de forma voluntária ou não. Consultando a NR 23 do Ministério do Trabalho, não achei nada a respeito. Gostaria de saber onde está previsto que a composição da Brigada tem que ser em caráter voluntário e se há possibilidade de se escalar ou requisitar determinados funcionários caso não haja voluntários na empresa. Obrigado.
Olá Ivone Marks!
Obrigado pelo seu comentário.
Forte abraço e sucesso.
excelente materia.